18 Ago 17

É que a paciência tem limites!


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Tristeza
António Manuel Venda

Vejo jogar Francisco Geraldes no Rio Ave contra o meu vizinho portimonense, e ele joga com o mesmo (ou mais) brilhantismo que nas duas jornadas iniciais do campeonato. E ouço o que diz Jorge Jesus na antevisão de um novo jogo do Sporting: a mesmo egoismo de sempre, a mesma arrogância, a mesma falta de vista ao longe, a mesma indigência até. Que tristeza!...

 


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Feito de Sporting - um desabafo
Frederico Dias de Jesus

Feito de Sporting. Somos todos. Cada um de nós tem uma história de descoberta deste amor e desta essência. Não me lembro bem quando foi, apenas sei que comecei a sentir este grande amor, e este sentido de ser numa idade muito jovem. 

Andava nos pátios da escola com a bola. Quando ocorria fazer uma jogatana contra outra turma, cada um escolhia o jogador que queria personificar em campo. Lembro-me de no ínicio não ser muito bom de bola, de dar chutos nela e cair para trás. Invariavelmente não me deixavam jogar, indo sempre parar ao banco, com direito a entrar nos últimos minutos do intervalo. Mas uma coisa era certa, escolhia sempre jogadores do Sporting Clube de Portugal.

 

Os craques eram muitas vezes escolhidos por aqueles que na época acertavam mais no esférico. Eu escolhia sempre um de dois, ou o Vidigal ou o Duscher. Para mim eram craques. Lembro-me de dizerem "se passa pelo Duscher não passa pelo Vidigal e vice-versa". Mas porquê? Hoje penso que é por eles serem combativos. Sempre gostei de jogadores combativos que deixavam o suor em campo, fosse pelo jogo ou pelo Clube.

Houve um dia que o "Vidigal" chegou feliz a casa, o jogo tinha ficado 3-2 para nós, com 4 golos do Vidigal (dois autogolos, e os dois golos que levaram ao empate). Foi nesse momento que comecei a treinar, a treinar. Primeiro no jardim de casa, depois numa escolinha. O bichinho do futebol nunca mais despareceu, mas a identidade Sportinguista estava lá:

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Mesmo sem conhecer nessa tenra idade o mote, estava dentro de mim porque já era Sportinguista. E sempre tive orgulho de dizer que o sou. Como eu existem milhões. Milhões que nunca tiveram a oportunidade de representar o Sporting Clube de Portugal em nenhuma modalidade. Nunca tiveram a oportunidade de entrar na Academia. Nunca pisaram o relvado, a pista ou o piso. Mas esses milhões sempre fizeram esforços para comprar o bilhete, fazer a viagem de carro, comprar a camisola do Leão, ser sócio do Clube, defender o nome do Clube em rixas amadoras de bate-bocas, tudo pelo Sporting.

 

O pagamento que queremos não são milhões, não são contratos milionários, vidas luxuosas, tribunas VIP em Alvalade. O único pagamento que queremos é a Glória. Não do A, B ou C, mas do Sporting Clube de Portugal. Que o Sporting seja um "clube tão grande como os maiores da Europa".

 

Somos nós, estes milhões representam verdadeiramente o clube. Treinadores passam, dirigentes passam, mas nós continuamos. Aqueles que vão ao estádio, vêem na televisão, ouvem na rádio, aguentam as falhas do streaming, ficam felizes quando se ganha cantando nas ruas, ou tristes quando se perde mantendo a esperança, são quem dá verdadeiramente tudo pelo Clube. São aqueles que já se imaginaram personificados num jogador do passado e que ainda hoje têm um pasmo na perna quando a bola vai para um dos nossos e sentimos que podíamos ser nós, a fazer o passe, o cruzamento, o corte, a simulação, a arrancada ou o golo. Seja em que parte for, seja que modalidade for. Isto é ser feito de Sporting, é ser Sporting, é viver o Sporting. Por isso somos diferentes dos outros. Não admitimos equipas banais, que não deixem tudo o que podem dar em campo. Nós deixamos nos campos em que somos titularíssimos toda a gota de energia que nos corre no corpo. É isso que pedimos, que façam o mesmo que nós. Que tenham amor ao Clube e se não têm pelo menos que respeitem a camisola que vestem e respeitem todos aqueles que fazem esforços para apoiar-vos em todos os momentos. Isto serve para os contratados e os da casa, os que são e não são Sportinguistas.

 

Quando correm, corremos juntos. Quando estão desanimados, estamos todos desanimados. Quando festejam, festejamos mais que todos.

O Clube do Leão rampante é feito de Mulheres e Homens que o representam com brio e orgulho. É isto que se joga a cada partida, a dignidade de cada Leão anónimo, o esforço que cada um faz fora do terreno de jogo para que um de vocês, os 11, os 23, os que forem sejam intermediários da Glória do todo.


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Indo de encontro às preocupações do Pedro, neste texto, convém que os jogadores e atletas do Sporting tenham sempre presente esta frase:

 

«Não é o Sporting que se orgulha do nosso valor, nós é que devemos sentir honrados por ter esta camisola vestida.»

Francisco Stromp


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O Sporting nunca teve um plantel tão caro. Nunca teve um treinador tão dispendioso. Nunca teve um orçamento tão elevado para uma época futebolística.

Por mim, até dispenso a devoção. Mas exijo-vos esforço e dedicação. Nada menos que isto. Vocês não sonham com a glória?

Então deixem-se de desculpas da treta e joguem à bola, como dizia o outro.


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Há três anos, percebemos em Guimarães que Marco Silva não ia ganhar o campeonato (e que já lhe tinham enfiado uns patins), quando sofremos uma copiosa derrota por 3-0. Há dois anos, percebemos em Guimarães que Jesus não ia ganhar o campeonato, quando Bryan Ruiz falhou o primeiro dos seus dois históricos golos de baliza aberta. O ano passado, percebemos em Guimarães que Jesus não ia ganhar nada, depois daquele empate assombroso. Este ano também cheira a decisivo.


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Mais do que desporto
Francisco Chaveiro Reis

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"Eu te amo, Sporting!"

Jorge Perestrelo

 

Esta frase, teria que ser, obviamente, a frase inicial.


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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Vale a pena ser Leoa:

torna a vida mais feliz.

Uns clubes são de Lisboa,

o Sporting é do País.

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Num país onde, infelizmente, o dinheiro é praticamente a única fonte de reconhecimento, os valores estão em profunda crise e a educação, sentido de cidadania e boa formação humana já há muito foram mandadas às malvas e passaram para segundo plano, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (a)parece muito preocupado com a "lesão de honra e de reputação".

Entretanto, sobre o famigerado caso dos emails (e dos sms) continuamos a não saber nada, como se a demora, essa sim, não ferisse, aos olhos dos adeptos (no final do dia, o consumidor do "produto"), a reputação das competições profissionais e dos alegadamente envolvidos (que também têm o direito a um esclarecimento cabal dos factos). Observo que, enquanto no caso do túnel foram sendo produzidas diversas fugas (de onde, não sei) que permitiram à Comunicação Social ir acompanhando os seus desenvolvimentos, informando o público, alvitrando cenários penais, sempre pondo a espada sobre o Dâmocles do costume (o qual, durante esse tempo, também deveria ter tido o seu direito a "honra e reputação"), sujeito ao anátema da "cuspidela", estranhamente sobre o caso dos emails ainda não surgiu qualquer "noticia".

Em que mundo vive este CD? Um mundo onde Bruno de Carvalho viveu nove meses "lesionado" na sua honra e reputação, acusado na opinião pública de ter praticado um acto infame.

Pouco interessa que o (outro) presumível lesado na sua honra e re-pu-ta-ção tenha sido apanhado pelas câmaras do estádio gesticulando abundantemente e apontando o dedo ao opositor, atitudes tipicamente marialvas de um lutador durante as pesagens, que posteriormente, durante o "combate", tenha mostrado uma perícia de "boxeur", perante dois stewards de serviço, de fazer corar um Mike Tyson, tudo isto em simultâneo com uma atitude desafiante que expôs à saciedade o seu talento enquanto sentinela de porta-de-armas, arregimentando ao grito todo o balneário arouquense, e, ainda (uff,uff), a sua codícia no lançamento do martelo, perdão, da garrafa de água, muito embora o seu ensaio tenha sido invalidado pelos jogadores da sua equipa.

O resultado final disto tudo foi esta semana apresentado: uma suspensão de vinte meses para o senhor e de seis meses para o presidente leonino. Bem feito, Bruno, quem o mandou "atentar" contra o acima descrito? Claro que Bruno não joga, nem no campo, nem fora dele, presumo, pelo que os efeitos da referida suspensão são quase nulos. Já irreparáveis foram as perdas e danos para a imagem do presidente e do próprio clube, expostos ao "anátema da cuspidela" devido à falta de uma decisão célere da justiça desportiva, tudo isto para no fim se provar que estava inocente desse acto.

Vá lá que Bruno de Carvalho ainda é um rapaz jovem e goza de boa saúde porque, se já tivesse uma provecta idade, dado os factos reportarem a 6 de Novembro do ano transacto, muito provavelmente já teria falecido e a sua familia, em vez de um cartão de condolências, estaria agora a receber uma carta informando a sua suspensão, dir-se-ia, eterna ou etérea.


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A voz do leitor
Pedro Correia

«Fica mais fácil perceber os valores da contratação do Guedes. Afinal foi contratado para substituir o Messi como sombra do Neymar.»

Thor, neste meu postal


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17 Ago 17

Só ontem, registámos 6378 visualizações no És a Nossa Fé. Em média, 264 visualizações por hora. Prova evidente do crescente interesse que o nosso blogue continua a suscitar. Junto dos sportinguistas e até entre os adeptos de outras agremiações.

Sentimo-nos honrados com esta popularidade em grau crescente e prometemos não defraudar os nossos leitores. No campeonato da blogosfera, nunca jogamos para o empate.


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Estela de Carvalho, a primeira campeã.

 

«(...) Em 1927 o Sporting teve, de facto, a primeira campeã: Estela de Carvalho. (...) Nascera em Lisboa em 17 de Junho de 1906. Seu pai era português, sua mãe era espanhola. Começou a particar sport aos 15 anos, iniciando-se na ginastica sueca, no Ginásio Club Português. “Aos 16 anos, ainda não conhecia os mais rudimentares preceitos da natação, entrei numa prova da milha interstícios do Ginásio. Levei no percurso cerca de uma hora e os dirigentes não ficaram satisfeitos com o resultado e resolveram não aceitar a minha inscrição para a Travessia do Tejo, no mesmo ano. Desgostosa com essa atitude, que vinha ferir em cheio a minha apurada sensibilidade, resolvi ingressar no Sport Algés e Dafunfo. Nesse clube me mantive três anos. Devido a pequenos incidentes que surgiram a propósito do Portugal-Espanha (...) resolvi abandonar o clube. (...) E assim, (...) surgiu, em 1925 no Sporting, passando a treinar-se na Doca de Alcântara, como os demais. E a ganhar todas as competições de rio que se disputavam, então, um pouco por toda a aparte, em Portugal.

E assim, (...) surgiu, em 1925, no Sporting, passando a treinar-se na Doca de Alcântara, como os demais. E a ganhar todas as competições de rio que se disputavam, então, um pouco por toda a parte, em Portugal.

 

As faca e as críticas...

De uma vez, em 1926, esteve à beira de uma proeza épica: ganhar a todos os homens, numa travessia do Douro, no Porto. “Seguia à frente, com o Cortez, ambos em luta pelo primeiro lugar. A certa altura, olho em redor de mim e não vejo o Cortez. Calculei que estivesse fora de combate e se tivesse deixado atrasar. E ia já de antemão contando com o primeiro lugar quando, ao chegar à meta, encaro com ele. Fiquei desolada. Fora o caso que ele se afastara de mim em busca de melhores águas e conseguindo encontrá-las fácil lhe foi vencer-me. Os barqueiros e outros marítimos que acompanhavam a prova queriam a todos o transe que eu ganhasse. Para isso não cessavam de me entusiasmar com toda a animação. Chegou a tal ponto o entusiasmo entre eles - que chegaram a puxar de facas uns para os outros, para aqueles que não estavam a meu favor...”

No ano anterior, naquelas mesmas águas do Douro, a maior tristeza da vida de Estrela, que para além de natação foi praticante de muito bom nível de esgrima, ténis e remo: “À frente marchavam António Soares e Alves Miguel [como ela do Sporting]. Foram os primeiros a ser desclassificados, por não cortarem a meta no sítio determinado. A mim, que vinha em quito lugar, entre tantos homens, sucedeu-me o mesmo. Depois do esforço titânico que realizara para dobrar aquela distância de oito quilómetros, não era justo que me desclassificassem por tão pouco. E então chorei, chorei, chorei... Chorei tanto e a tal ponto que um homem se chegou a lançar à água não fosse eu morrer afogada nas lágrimas que me corriam pelos olhos. Como compensação deram-me uma estatueta e uma medalha...”

Desgosto também por não ter tido a possibilidade de fazer a Travessia da Mancha. Em 1927, Estela acreditava que podia sonhar...

Em Portugal foi nadando rios, mais alguns anos, ganhando. Sempre com o maillot do Sporting, mas sendo mulher a Mancha talvez fosse ousadia demasiada. “Vou começando a ter receio de que me critiquem por com esta idade [21 anos!], nadar ainda. Também, criticam-me por tudo, não me admira que tal suceda...».

Um outro sinal dos tempos. Na edição de “Eco dos Sports” de 20 de Novembro de 1927, em que fizera tais confidências, na página que lhe fora reservada, havia ao fundo seis palavras que , malfadadamente, o tempo tornaria famosas e estúpidas: “Este número foi visado pela censura”»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 50-51


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Este campeonato, que apesar de tudo não começou mal, tem também uma das equipas mais bem vestidas.

O novo equipamento do Sporting é lindo e este filme está muito bem feito. Acredito, quanto mais não seja por deformação profissional, que um bom hábito faz um bom monge. Assim lhes sirva de inspiração.

Por aqui, também vamos ter, muito em breve, novidades no blog. Fiquem atent@s.

 

 


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Mercado
Francisco Chaveiro Reis

André Carrillo está a caminho do Watford por empréstimo. O clube detentor do seu passe receberá cerca de um milhão de euros pelo negócio. Para trás, ficam negócios milionários com Manchester United ou com o Atlético de Madrid

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A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

Sábado próximo, no D. Afonso Henriques frente a uma equipa aguerrida e com uma massa adepta vibrante, será disputada a terceira jornada, pelas 18.30 horas.

Entre jornadas europeias, em quem apostará Jesus para iniciar o jogo, tendo em atenção que trocou as voltas aos participantes neste "passatempo" singelo na última jornada?


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Teste complicado pela frente: vamos a Guimarães, jogar com o Vitória, a partir das 18.30 do próximo sábado. Na terceira jornada do campeonato, com arbitragem de Hugo Miguel.

Quais são os vossos prognósticos para este jogo?


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No pasarán!
Edmundo Gonçalves

Seis meses.

Se isto não é uma mensagem de uma organização criminosa, que demonstra que quer pode e manda, será o quê?

Andamos por aqui a malhar no presidente e no treinador e nos jogadores e acabamos por ser coniventes com estas atitudes e decisões que, também por isso, a organização se sente impune para tomar.

Só me resta constatar o óbvio: Fomos, há muito, ultrapassados pela Itália! O nosso polvo tem mais que oito tentáculos, é uma aberração judíco-administrativa que visa a impunidade de uns face ao castigo sistemático de todos os outros.

 

Força equipa!

Força treinador!

Força presidente!

 

Vai ser difícil e complicado, mas um dia eles cairão, com estrondo.


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Balakov
AntónioF

«Quando vim para o Sporting Clube de Portugal, o empresário que fez o negócio com o Sousa Cintra, presidente da altura, foi o Lucídio Ribeiro. Eu estava numa equipa que foi nesse ano campeã da Bulgária, era jogador da Selecção Nacional e o Lucídio Ribeiro teve várias conversas connosco até que aceitámos ir fazer exames médicos ao Sporting. Fui comprado por um milhão e duzentos mil dólares; em 1990 não acontecia todos os dias. O mercado búlgaro abriu em 1989, a seguir à queda do regime comunista e eu saí logo depois.

Ao chegar ao aeroporto de Lisboa tinha à espera o presidente Sousa Cintra, vários directores e o preparador físico Terzinsky, também búlgaro e que na altura trabalhava no Sporting. Cumprimentei toda a gente, o Sousa Cintra fez várias perguntas, eu não falava português e ele só se ria.

O treinador era o Marinho Peres e no início nós não comunicávamos bem. Eu não jogava, só entrei ao terceiro ou quarto jogo e a partir daí não saí da equipa. Passados dois ou três meses ouvi dizer que tinha sido comprado para ponta-de-lança. Eu nunca joguei a ponta-de-lança!

Muito tempo depois, o Terzinsky lá me explicou que no aeroporto o Sousa Cintra tinha perguntado se eu é que era o ponta-de-lança. Eu não sou grande, tenho 1,76 m e sempre joguei no meio-campo. E foi como médio que saí da Bulgária, nunca pensei que tinha sido vendido pelo Lucídio Ribeiro como ponta-de-lança. Por isso é que o Sousa Cintra não parava de rir.

O Marinho Peres também pensava que eu era ponta-de-lança, e até todos ficarem esclarecidos passou um mês. Depois o Terzinsky contou-me que o Sousa Cintra no aeroporto disse “não sei se é ponta-de-lança, mas ele tem cara de jogador, de grande craque.” Aceitou ficar comigo à mesma e foram uns anos maravilhosos.

 

Passou cinco épocas em Alvalade onde, apesar do talento e dos seus 60 golos, apenas venceu uma Taça de Portugal. Contudo, tornou-se num dos melhores jogadores estrangeiros da história do clube.»

 

VINAGRE, Hugo, [et al.] - Relato. 1ª ed. Estoril : Saída de Emergência, 2016. 255 pp. 23 - 24

 

P.S.: Um dos melhores futebolistas estrangeiros a jogar em Portugal, detém o record do golo mais rápido num Sporting - Benfica (creio que meio minuto), tão rápido que quase nem se viu.

 

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Dez contra onze
Pedro Correia

O Real Madrid venceu a Supertaça espanhola. No jogo decisivo, no Santiago Bernabéu, os merengues derrotaram ontem o Barcelona por 2-0 (tinham vencido o desafio da primeira mão em Camp Nou por 3-1). Os adeptos do Barça devem estar destroçados. Mas têm uma atenuante, pelo menos no confronto da noite passada: só jogaram com dez. André Gomes alinhou de início.


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Houve algum excesso de optimismo na maioria dos prognósticos aqui feitos pelos nossos leitores e pelos meus estimados colegas de blogue no jogo anterior, em que recebemos o V. Setúbal em Alvalade. Mesmo assim, registaram-se dois vencedores: Octávio e Leão da Savana.

Estes leitores acertaram não apenas no resultado (1-0) mas no nome do marcador (Bas Dost). Dois outros anteciparam igualmente o desfecho da partida mas com menos pontaria ao prognosticarem quem marcava: DD e Leão de Quiosque.

Este nosso campeonato dentro do campeonato promete...


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A voz do leitor
Pedro Correia

«Mais do mesmo. O JJ não é treinador para o SCP. E o BdC tem muito que explicar...»

 

Romão, neste postal do Francisco Almeida Leite


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16 Ago 17
Ligar o jogo
Duarte Fonseca

Pedro Azevedo, o Edmundo Gonçalves e o Pedro Correia já fizeram, e bem, a análise ao paupérrimo jogo de ontem frente a um adversário cujo nível não pode sequer ser comparado ao que Sporting, com o plantel que tem, deveria apresentar. O Francisco Vasconcelos fez um balanço dos três primeiros jogos oficiais.

 

Os principais problemas identificados por cada um deles têm bastantes semelhanças, o que apenas significa que estamos todos a ver o mesmo.

 

Da minha parte, proponho-me acrescentar aquela que é para mim a principal razão para as dificuldades apresentadas pelo Sporting neste início de época (e que é o mesmo de toda a época passada): ligação do jogo interior.

 

No primeiro ano de Jesus havia um senhor chamado João Mário que, apesar de jogar descaído para a direita, era o cérebro do jogo ofensivo da equipa e era ele que garantia a capacidade de jogo interior. Bem acompanhado, em metade da época, por um Teo Gutiérrez que foi o último avançado da era Jesus a conseguir ligar o jogo ofensivo, descendo para jogar com os médios. Mas essencialmente era João Mário que assegurava a qualidade interior e com essa forma de jogar praticamente garantia um meio-campo a 3. Era ele o criativo, o líder de jogo.

 

O maior beneficiado desta realidade foi Adrien, como referi aqui. Tinha sempre opções perto e não tinha que assumir o papel de criação.

 

Quando João Mário saiu, o seu substituto foi Gelson Martins. Um craque. Mas muito diferente na forma de jogar, muito mais vertical e explosivo, apesar de ter capacidade para jogar por dentro, mas ainda com pouca pausa e a criar pouco jogo interior. Aliás, quando o faz é quando o Sporting cria mais perigo e não com os cruzamentos laterais e/ou com as fintas para a linha.

 

A juntar a isto, Jesus não conseguiu durante toda a época passada encontrar um avançado que fizesse a ligação com os médios, com excepção de um período da época em que Alan Ruiz conseguiu, ainda que apenas a espaços, fazê-lo.

 

Com esta conjugação de factores, o maior prejudicado tem sido Adrien. Porque cada vez que tem a bola tem muito menos opções por perto (Gelson está mais longe que João Mário e não tem um Teo para tabelar), o que o obriga a arriscar mais passes, a ter que conduzir mais, o que invariavelmente resulta em piores decisões com bola, a mais passes errados, a mais recuperações em esforço e a mais transições defensivas. Porque Adrien não tem criatividade suficiente para jogar num meio-campo a 2. Foi assim durante toda a época passada e está a manter-se assim este ano.

 

Jesus sabe-o e é por isso que aposta em Podence (veremos até quando) porque é o único do plantel com a capacidade de ligar ofensivamente o jogo. Mas para que o jogo interior do Sporting melhore, Acuña tem que jogar mais dentro (para isso acontecer, o lateral esquerdo tem que dar mais garantias de fazer todo o corredor) e juntamente com Adrien terão que jogar muito mais com Podence (ainda ontem, o único lance de verdadeiro perigo resulta de um passe de Podence a rasgar a defesa e a colocar Acuña isolado). Gelson terá mais espaço para o jogo exterior (não vejo Piccini a dar profundidade suficiente) e para dar variabilidade entre jogo interior e exterior.

 

Se isto acontecer, não tenho dúvidas que o jogo do Sporting melhorará bastante. Tenho para mim que é isto que Jesus está a trabalhar, mas as condições físicas e cognitivas (sobre o modelo de Jesus) de alguns elementos ainda não estão no ponto. Espero que não demorem muito a alcançá-las, caso contrário será mais uma época perdida.

 

Doumbia, em condições normais, será uma alternativa directa a Bas Dost. Ou jogando os dois quando for necessário um jogo mais directo (caso do jogo com o Setúbal). Não o vejo com capacidade para ligar o jogo e ser o parceiro de Bas Dost. Mas acredito que fará muitos jogos no lugar do holandês, porque Bas Dost quando não marca é menos um em campo. Não sabe fazer um passe a mais de 2 metros e a sua forma de jogar (e os golos que marca, claro) propiciam a equipa para um jogo mais directo, tornando-se assim muito mais fácil a missão dos nosso adversários. É isso que está a acontecer actualmente com o Sporting e aconteceu na última época.

 

Cabe a Jorge Jesus inverter a situação e acelerar o processo de melhoria do jogo interior ofensivo.


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Jesus herdou um orçamento de 25 milhões de euros em custos com pessoal. Rapidamente, ajudou a ampliar este número para 48,8 milhões de euros (temporada de 15/16) e (uma estimativa) entre 60 e 64 milhões de euros, na época 2016/2017 (48,4 milhões de euros de custos acumulados no final do 3º Trimestre).

Onze contratações depois e um aumento exponencial do custo com o plantel, Jesus continua a pedir mais jogadores. A ideia que transparece é a de que o treinador parece não ter soluções, não consegue montar uma equipa minimamente competitiva e, nesse transe, vai levando o clube às costas para um perigoso abismo.

O Sporting é mais antigo e tem mais história do que o seu treinador. O clube tem um passado futebolistico de 22 títulos nacionais, um legado de figuras como "Os cinco violinos", Azevedo, Canário, "Os heróis de Antuérpia", Yazalde, Damas, Manuel Fernandes, Jordão, enfim, um sem número de ídolos que ajudaram a que o Sporting fosse reconhecido como um Grande do futebol português. Mas, não somos só isso, somos o clube eclético por excelência, o grei de Carlos Lopes, Mamede, Livramento, Chana... Já Jesus, apresenta no seu currículo três títulos nacionais pelo Benfica.

A sustentabilidade de um clube não pode assentar numa "cava" num treinador, qualquer que ele seja. Jesus pesa no nosso orçamento não só pelo salário que aufere (6/7 milhões de euros), mas também pelas suas exigências junto da Administração, numa catarse de pedidos de jogadores que parece não ter fim.

Apesar do mau tratamento que dá à lingua portuguesa, Jesus é bastante sagaz e vende bem o "seu peixinho". A sua "descontrolada" verborreia destina-se a sustentar uma pose altiva e arrogante, uma imagem de exigência e de autoridade, que reforcem uma percepção de desenvolvimento de jogadores e uma ilusão de habilidade táctica. Até acredito na sua auto-confiança, agora "spin" de comunicação como o de ontem, a transmitir que o Steaua era uma equipa do nosso nível, isso não, não nos tomem por tolos...

Entre a realidade e a percepção que Jesus quer que tenhamos dela há todo um abismo. Na realidade, o treinador parece ter perdido a equipa e os jogadores desde a trágica derrota em Madrid, contra o Real. Nunca mais o Sporting teve a consistência que tão brilhantemente alardeou em 15/16. O ego de um treinador não se pode sobrepor ao da equipa. Os jogadores são as verdadeiras estrelas e a eles deve ser atribuido o mérito das vitórias. O treinador deve aparecer como líder de um grupo, dando a cara no momento das derrotas. Ora, em Madrid, Jesus afirmou que nunca teríamos perdido o jogo com ele no banco. Para além dessa afirmação não poder ser provada, houve episódios no seu passado (Golos de Kelvin ou do Chelsea) que mereceriam outra contenção da sua parte; por outro lado, foi com Jesus no banco que saiu Gelson (o pesadelo de Marcelo) para entrar Markovic ou saiu Adrien (patrão do meio-campo) para entrar Elias...

Para além de parecer que a mensagem do treinador já não chega aos jogadores, a fluência de jogo do Sporting está em perda desde o final do seu primeiro ano. As saídas de João Mário e de Teo não foram devidamente colmatadas e o jogo interior da equipa ressente-se. Gelson, óptimo jogador, é demasiadamente rápido para a restante equipa e daí resulta que quando chega à linha só tem Dost na área para finalizar, e este está geralmente acompanhado por quatro adversários. Faz falta pensar mais o jogo, maior contemporização e exploração do jogador que joga atrás do ponta-de-lança. Bryan Ruiz trazia isso à equipa, mas estranhamente (ou talvez não, haverá causas profundas?) eclipsou-se na época passada. Desde Teo, o Sporting não voltou a ter um jogador com a capacidade de arrastar marcações, a inteligência táctica do colombiano. Alan Ruiz não é esse tipo de jogador, é mais médio do que avançado, joga melhor de frente para a baliza. Bruno Fernandes, idem. Podence poderia ser mais útil na ala esquerda como alternativa a Acuña. Doumbia poderia ser esse jogador que a equipa necessita, mas o treinador parece remetê-lo ao banco ou vê-lo como alternativa a Bas Dost. Entretanto, Gelson Dala parece ter sido ignorado, não figurando nas convocatórias. É aqui que deveria aparecer a fama de bom criador de jogadores que é atribuida a Jesus, mas não temos visto isso em Alvalade. É sempre mais fácil pedir mais um jogador ao presidente do que apostar naquilo que se tem. 

Contra o Steaua de Bucareste vários equívocos emergiram. A velha rábula dos laterais, desta vez protagonizada por Piccini - que não parece fazer a diferença face a Schelotto - e Coentrão, este último que o treinador pretendia substituir por Jonathan a 10 minutos do fim. Os médios centro bloqueados pela sagacidade do treinador romeno que plantou dois "policias de giro" nessa zona do terreno. Gelson, que deveria receber a bola no último terço e com a equipa toda posicionada de forma atacante, a sprintar desde o seu meio campo e a não encontrar ninguém para receber os seus passes, Podence perdido entre o médio de cobertura e um dos centrais romenos, Acuña sem apoio do lateral, tudo isto a contribuir para um jogo mastigado, engasgado, de vez em quando abanado pela vertigem quasi-suicida de Gelson, o que, imagine-se, ainda pioraria nos segundos 45 minutos.

Para finalizar, o Sporting não deve ceder mais aos caprichos de Jesus. Nem Gabigols, nem centrais, agarre-se aos recursos que tem, ainda assim muito mais e melhores do que aqueles que Jardim, por exemplo, teve ao seu dispor, e faça uma equipa. Cada vez que o treinador pede mais um jogador, diminui a confiança no balneário, pelo menos a dos jogadores para essa posição. Será que não vê isso? Um líder deve antecipar cenários, motivar, montar uma estratégia e fazer cumprir objectivos. E Jesus?

Sportinguistas, desculpem-me o desabafo, mas o meu coração verde está dilacerado, ontem vivemos mais uma

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humilhação pública como se os orçamentos dos dois clubes fossem comparáveis. Alguma coisa se tem de fazer e com a máxima urgência. a fim de não comprometer uma obra meritória. Assim não...


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William Carvalho é o jogador mais difícil de substituir no Sporting. E aquele que tem mais influência no desempenho da equipa. Hoje estará entre os dez melhores médios defensivos europeus. Joga quase de olhos fechados.

Dizem que é "lento". Mas é um falso lento: ele controla como ninguém o tempo do processo de decisão. Não perde uma bola em lances disputados e nenhum adversário consegue roubar-lha - como bem se viu no jogo contra a Fiorentina da pré-temporada e na partida frente ao Chile na Taça das Confederações, só para citar dois exemplos.

 

Visão de jogo, antecipação sagaz da manobra adversária, colocação milimétrica da bola à distância, capacidade de variação de flancos, habilidade natural para recuperar e reter a bola: ele oferece tudo isto em doses generosas.

É muito bom no momento defensivo, patrulhando com rigor a vasta zona que lhe é confiada, e é ainda melhor no momento ofensivo, ao desenhar linhas de passe que por vezes só ele vislumbra e ao colocar com precisão de relojoeiro a bola nos pés dos companheiros em movimentos de inegável classe, sobretudo na meia distância ou na distância longa.

Não é um transportador da bola: é um artista do passe. Os primeiros são os que cativam com mais facilidade as bancadas de Alvalade. Mas os segundos, quando  atingem o patamar de William Carvalho, têm um grau de eficácia muito superior no futebol moderno.

 

Vai fazer-nos muita falta.

Dos que ficam, apenas Palhinha tem características que podem assemelhar-se. Mas Palhinha, comparado com o colega prestes a rumar a Inglaterra, é ainda apenas um projecto de jogador. Falta-lhe aprimorar muitos processos. E falta-lhe sobretudo ganhar confiança no seu talento - espécie de diamante por lapidar.

Vamos ter imensas saudades do William. Eu já tenho.


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Porque hoje é quarta-feira fala-se do Sporting europeu.

Porém, como se poderá falar do jogo de ontem senão como a continuação do jogo de sexta-feira?

Somente o adversário era outro e os jogadores estavam, naturalmente, mais cansados - mas assim não devia ser nesta altura - e sem ideias.

 

A minha leitura:

Ouro - Alvalade. Público incansável não merecia a exibição e o resultado.

Prata - Gelson. O genial «espalha-brasas» anda cansado.

Bronze - Mathieu.

 

Latão - Muitos, porém destaco os laterais. Um, nota-se que desaprendeu algo - parece que atingiu o limite dos pontos e tem que tirar novamente a carta de condução -, o outro não sei se alguma vez saberá conduzir.

 

Sim, havia um schwein.

 


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Leitura recomendada
Pedro Correia

 

It's all shit. Do Rui Monteiro, n' A Insustentável Leveza de Liedson.

 


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A frase
Francisco Almeida Leite

Fiquei intrigado com a frase de Jesus no fim do jogo: "Penso que Sporting e Steaua têm um valor semelhante".

Perdão?


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 Após os 3 primeiros jogos oficiais gostava de debater com os leitores algumas observações que me saltam à vista.

 

1) Não seria melhor jogar com Doumbia junto a Bas Dost e ter mais presença na área, deixando Podence para desequilibrar o jogo na segunda parte como aconteceu na Vila das Aves, para não acontecer como hoje em que faltavam no banco opções para desequilibrar, uma vez que Iuri tem um tremendo potencial mas é um jogador diferente e que Mattheus Oliveira e Bruno César também estão longe de ter essas características? Bem sei que Matheus Pereira é um desequilibrador e foi emprestado, mas a verdade é que se trata de um jogador que precisa de jogar para render o que sabe, e já vimos pela época passada que não ia ter essa regularidade.

 

2) Temos uma das melhores duplas de centrais dos últimos anos. Espero que Mathieu não sofra dos problemas físicos do passado que me fizeram temer a sua contratação, pois poderá ser uma tremenda mais valia como tem demonstrado, e tambem porque a qualidade das alternativas, infelizmente não oferece segurança.

 

3) Fábio Coentrão, apesar de obrigar a uma gestão do esforço, é claramente um upgrade face aos nossos últimos laterais. Esse mesmo upgrade se verifica na ala esquerda do ataque com Acuña.

 

4) Não poderia Bryan Ruiz ser opção no plantel? Qualidade não lhe falta e num registo em que joga menos vezes, poderá render mais e ser importante para a qualidade da gestão da posse de bola em alguns jogos, algo de que a nossa equipa sofre, principalmente sem William, mesmo apesar do papel extremamente importante de Battaglia que permite à equipa recuperar a bola mais à frente.

 

5) Piccini até ver ainda não mostrou ser melhor que Schelotto. Resta esperar para ver Ristovski.

 

6) Bruno Fernandes ainda tem muito que trabalhar sem bola para ser Adrien, como se viu hoje, jogo em que o nosso capitão, mesmo não estando na melhor forma, permitiu à equipa outra capacidade de recuperação de bola e de pressão.


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O outro diria que vocês sabem do que é que eu estou a falar, mas o que eu quero dizer mesmo é que saí de Tavira à pressa para supostamente ver um jogo de futebol (desta vez quase cumpri o Código da Estrada) e afinal deparei-me com um espectáculo do mais puro circo, de modo que substituiria, se "vocências" não se importassem, o termo passarinhos por artistas e esta espécie de crónica fará muito mais sentido. E o espectáculo ao nível artístico até que não esteve mal: Muito rodriguinho, muito malabarismo, nalguns momentos bons números de palhaços, cães amestrados, ursos, elefantes e jibóias (algumas bem enroscadas em si próprias e de pança cheia), mas o número de meter a cabeça dentro da boca do leão, que é como todos sabemos o mais difícil, tá quieto macaquinho!

Foi tão mau, que a primeira tentativa enquadrada com a boca do bicho aconteceu já eu estava a bocejar e a chamar o homem da bolacha "amaricana", estavam já 68 minutos de espectáculo decorridos.

Em resumo, que estou cansado das férias, afino pelo mesmo diapasão que o Pedro Correia: Que interessa a nota artística, se metê-la lá dentro, que é o que dá aquilo com que se compram os melões, é coisa que eles se estão marimbando para fazer?

O treinador diz que agora, na segunda mão, é mais fácil porque os nossos golos serão a dobrar. Questiono-me, sinceramente, se este não seria o número de comédia que faltava, para o espectáculo ficar completo.

Ah! já me esquecia, o schwein será quem quiserem. Escolham!


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15 Ago 17

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A carreira internacional de Jorge Jesus como treinador do Sporting tem sido paupérrima. Não faltou quem pensasse que este ano seria diferente. Por vezes confundimos os nossos desejos com realidades.

A verdade é que a sofrível exibição da equipa leonina hoje em Alvalade frente ao Steaua de Bucareste, o mais fraco adversário que nos poderia ter calhado em sorte, indicia que muita coisa pode ter mudado da época passada para esta - desde logo os jogadores, com cinco reforços de Verão no onze titular - mas um traço se mantém: Jesus continua a ser incapaz de organizar uma equipa com ânimo e espírito vencedor nas competições europeias.

Observando o jogo no estádio, dei por mim a pensar se estes jogadores quererão mesmo exibir-se no privilegiado palco da Liga dos Campeões. Se querem, não parecem. Tirando Gelson Martins e Mathieu (e talvez Bruno Fernandes, que só entrou a meio da segunda parte), pouco ou nada fizeram de relevante para levar por vencida a medíocre equipa romena, que em termos europeus talvez se aproxime de um Tondela à escala nacional, mas sempre num patamar abaixo.

Éramos mais de 46 mil esta noite a puxar pela equipa. De nada valeu: o jogo terminou como começou, com um frustrante empate a zero. Que equivale a uma semiderrota para as ambições europeias do Sporting. Se é que estas existem, verdadeiramente: quando oiço dizer que "zero a zero é um bom resultado", confesso-vos que já nem sei o que pensar.


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A minha equipa da 2ª jornada do Campeonato Nacional, época 2017/18:

 

Cássio (Rio Ave)

André Almeida (Benfica)

Pedro Monteiro (Estoril)

Nuno Tomás (Belenenses)

Yuri Ribeiro (Rio Ave)

Lucas Evangelista (Estoril)

Filipe Chaby (Belenenses)

Bruno Xadas (SC Braga)

Allano (Estoril)

Bas Dost (SPORTING)

Kléber (Estoril)

 

E a vossa? Gostaria de, no final do campeonato, apresentar a vossa equipa do campeonato, com base nas votações semanais do(s) Leitor(es).


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Questionado ontem sobre a ausência de Coentrão no confronto de hoje contra o Steaua de Bucareste, Jorge Jesus limitou-se a dizer aos jornalistas que se tratava de "questões técnicas" que só a ele dizem respeito.

Uma resposta que nada esclarece e que não convence ninguém. Como é que pode ser "opção técnica" retirar o lateral esquerdo titular do jogo mais determinante da temporada, que vale um encaixe imediato de 14,7 milhões de euros, e sabendo nós que esta contratação resultou de um pedido insistente do treinador ao presidente Bruno de Carvalho?

Outros falarão por si. Eu não gosto que me tomem por parvo.


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A voz do leitor
Pedro Correia

«Se houvesse sportinguistas com inveja do Benfica eles não seriam sportinguistas, seriam benfiquistas.»

J. Ramos, neste meu texto


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Mau sinal
Pedro Correia

Fábio Coentrão, que já tinha permanecido fora do jogo de sexta frente ao V. Setúbal, também não consta da convocatória para o desafio de hoje, em Alvalade, contra o Steaua de Bucareste.


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14 Ago 17

Cresci com o jornal A Bola. Vivi aventuras extraordinárias, transportado para o imaginário da Volta a França a bicicleta - como não recordar as célebres entrevistas a Joaquim Agostinho? - pelo grande Carlos Miranda. Aprendi o bom uso da palavra com o "professor" Carlos Pinhão, vibrei com as colunas de opinião de Vitor Santos, experienciei múltiplas emoções através da objectiva de Nuno Ferrari. Outros nomes, como Aurélio Márcio, Alfredo Farinha ou Homero Serpa também fazem parte do meu espólio desses tempos esplendorosos do jornal.

Hoje, é com pesar que não reconheço a mesma qualidade, credibilidade e, sobretudo, independência a A Bola. É certo que ainda existem bons jornalistas como António Simões, Rogério Azevedo ou André Pipa (para mim, o melhor), mas o jornal claramente perdeu fulgor e deixou de ser a referência.

Vem este arrozoado a propósito da crónica que Vitor Serpa vem assinando denominada "Porque hoje é Sábado". Esta rubrica tem apensas duas pequenas colunas denominadas "Dentro da Área" e "Fora da Área".

Começando pela fim (!?), nesta última, Serpa decidiu comparar a ameaça de uma guerra nuclear (!) com o tipo de discurso "desabrido", habitual no futebol português. Ora, por muito que percebamos quem o Director do jornal pretenda atingir e transformar no "monstro que come pequeninos"- até porque quem ganha, geralmente, está calado - a comparação que estabeleceu enferma de leveza e constitui uma estultice e uma ignomínia para todos os que viveram, ou continuam a viver devido às consequências da radioactividade, o pesadelo de Hiroshima ou Nagazaki. Já passaram três dias, aguardo que Vitor Serpa, após serena reflexão, apresente um pedido de desculpas a todos os que envolveu no supracitado texto. Em nome da razoabilidade.

Já na crónica "Dentro da Área", o Director define a principal competição velocipédica nacional como "Volta azul a Portugal", considerando-a um tédio e dotada de um "colossal desequilibrio competitivo". Deseja ainda que, no futuro, consiga "recuperar a paixão" que já teve em Portugal, ignorando assim os magotes de gente que vemos, pelas imagens da RTP, diariamente acompanhar a Volta. Será que todo o equilibrio, toda a expectativa, todo o entusiasmo e toda a paixão só serão recuperados quando houver Benfica na estrada? Há ainda duas questões que importa reter: por um lado, ao resumir a prova desta forma, está a retirar mérito ao(s) provável(eis) vencedor(es), a W52 FC Porto, o que não me parece correcto; por outro lado, e escrevo por honestidade intelectual antes da etapa decisiva da Torre, há ainda um ciclista do Sporting-Tavira (e outro do Hospital de Loulé, em segundo, actualmente) em condições de ganhar a Volta (está em terceiro lugar, a apenas 19 segundos do líder), o que a concretizar-se retiraria qualquer credibilidade a tão definitiva quão prematura peça jornalistica.

Enfim, para terminar, queria deixar o meu desejo de que A Bola, um dia, venha de novo a ser merecedora do seu grandioso legado.

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O pior árbitro português ainda em actividade bateu um recorde pessoal: demorou só 33 minutos a roubar um penálti ao Sporting.
Talvez não precise de mais nada para ter direito a um voucher especial. Já merece, caramba.


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É um escândalo: o Sporting foi beneficiado com um penálti que era mesmo penálti. Meu Deus, para onde vai o futebol português?


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Inovações televisivas
António Manuel Venda

Tornou-se uma moda em vários canais televisivos: programas sobre futebol com um moderador, um adepto de cada um dos chamados três grandes e nalguns casos um comentador independente. Esta parece ser a regra, mas há casos em que é reescrita, com inovação atrás de inovação: por exemplo, e desde há algum tempo, moderador, adepto de cada um dos três grandes e em vez de comentador independente um cartilhador viscoso, fanhoso e sempre a enrolar as mãos uma na outra e a língua dentro da boca na mesma estranha cadência. Agora surgiu outra inovação, creio que a mais recente: moderador, comentador independente e em vez de adepto de cada um dos três grandes um novo triunvirato: adepto do Porto, adepto do Benfica e um cão raivoso sempre pronto a dar dentadas no Sporting. Qual será a próxima inovação?

 


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