17 Jan 17

Este será o texto, de todos os que já aqui escrevi, que mais me vai doer. Porque detesto injustiças. E sobretudo ingratidões.

Bas Dost é, comprovadamente, um caso sério a marcar golos. Vai no quarto bis e já leva treze golos marcados. Uma verdadeira máquina goleadora.

Obrigado, é só o que tenho a dizer ao jogador!

Mas custa-me que um homem que marca tantos golos, que se esforça e luta, como outros não o fazem, não veja o prémio dos seus remates certeiros plasmado em vitórias.

Esta é a injustiça de que falei acima.

A ingratidão encontra-se nas declarações de  Jorge Jesus ao dizer que o Sporting não pode depender de Bas Dost. Será que o actual treinador do Sporting tem consciência do que afirmou?

Qualquer boa equipa está dependente de um jogador: o Real Madrid depende de CR7, Mourinho está dependente de um sueco com nome eslavo e Leonardo Jardim de um colombiano com nome de ave de rapina.

Só Jesus quer ser diferente... Mas porquê?

Senhor Bas Dost... não ligue ao treinador. Continue a marcar os seus golos...

Pode ser que um destes dias a nossa equipa ainda ganhe um jogo sem sofrer golos.


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O tudo ou nada
João Távora

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Com o passar dos anos às vezes cansa ser do Sporting, um fado ao qual uma pessoa de carácter não vira costas, faça sol ou faça chuva. E eu, para ser sincero, já não penso tanto no meu interesse, mas, como refere em baixo o Pedro Correia, penso nas novas gerações (nos meus filhos) que nos últimos anos encheram-se de expectativas perante a aparência daquilo que parecia ser um processo consistente de crescimento da equipa e do clube. Sem resultados não é possível manter-se essa ilusão, que urge materializar-se em vitórias. E logo à noite joga-se um dos mais prestigiados troféus de Portugal, a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. Para ultrapassarmos este desafio exige-se que o Sporting coma a relva e dê um espectáculo de futebol como já fez este ano por exemplo com o Real Madrid e… ganhe o jogo.

Se isso não acontecer, temo que os danos sejam muito mais graves que a eliminação da Taça propriamente dita. Por tudo isto logo mais exige-se um Leão com muita raça e com as unhas de fora.


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Bombeiro voluntário?
Edmundo Gonçalves

Não sei se a grande maioria dos leitores do blog sabem como funciona grande parte das corporações de bombeiros, nomeadamente os voluntários; É mais ou menos assim: Há uma direcção, eleita pelos sócios das associações e um corpo de bombeiros, com uma cadeia de comando perfeitamente definida e hierarquizada. As direcções têm um presidente e em regra vários vices e vogais e a sua missão é fazer funcionar ambas as vertentes das associações, digamos que a parte "civil" e a parte "militar", sendo que civil está para tudo o que não tenha a ver com o corpo de bombeiros. Às direcções das associações compete propôr a nomeação do comandante e as várias promoções e nomeações dentro do corpo de bombeiros (segundo comandante, adjuntos de comando, chefes, etc.). Há no entanto nesta engrenagem uma relação que desde sempre me causou muita confusão e que é a de que numa associação de bombeiros voluntários, os bombeiros, desde o comandante ao mascote, não têm qualquer relação de hierarquia com a direcção das associações a que pertencem. Ou seja, uma associação de bombeiros voluntários é um corpo bicéfalo, mas onde apenas uma cabeça se preocupa com as contas, a direcção e por maioria de razão, os associados. Os bombeiros respondem apenas ao comandante e este ao comando distrital. Ou seja, a direcção não mete "prego nem estopa" no assunto. Haverá outras realidades, mas as que conheço funcionam mais ou menos nestes moldes (havendo até "guerras" entre corpo e direcção).

Vai longo o intróito que poderia ser desnecessário, mas vem a propósito de uma visita ao "quartel" do "presidente da associação" Sporting Clube de Portugal, ao que parece, para dar uma reprimenda ao "corpo de bombeiros". Com queixas várias sobre o desempenho dos operacionais, o presidente entendeu falar com o grupo, a quem todos sabemos são dadas todas as condições para o exercício da sua função; Carros de incêndio de último modelo, ambulâncias topo de gama, agulhetas do último grito, fardamento de excelência e até a nomeação de um comandante conhecedor da técnica do contra-fogo.

Ao que consta, o comandante não terá estado nessa reunião, onde se diz que o presidente levantou a voz (há quem diga que foi apenas quando a sirene tocou o meio-dia e para se fazer ouvir).

Esta ausência do comandante causa-me algum espanto. É que ao contrário das associações de bombeiros voluntários, aqui o comandante é hierarquicamente dependente do presidente e o primeiro responsável pela má prestação do grupo. Deveria ter lá estado!

Se querem que vos diga, fez muito bem o presidente. Não tendo conhecimento de outras ocasiões em que tivesse esta atitude, até acho que pecou por tardia. Descontando o exagero normal dos jornais que têm a sua agenda perfeitamente definida, uns berros na altura certa serão muito mais eficazes que palmadinhas nas costas e "vamos continuar a trabalhar e lavantar a cabeça".

Hoje os jogadores têm capacidade de entender que são parte da engrenagem e que se lhes obriga que criem riqueza, porque os seus ordenados dependem disso; Até uma possível transferência ou aumento de vencimento, está dependente do seu desempenho. O mesmo vale para os treinadores. E ao que temos assistido nos últimos meses, é a uma atitude de perfeito desleixo por parte da equipa. Meias partes de avanço são já incontáveis e situações de termos que correr atrás do prejuízo são recorrentes. Praticamos um tiki-taka ranhoso de "para trás e para o lado" que pensávamos já eliminado do clube, comprámos muito e mau e pior, o que temos usamos mal e nos lugares errados. Somos previsíveis e como diz uma amigo do peito e mais doente que eu, "uns passarinhos", qualquer treinador de média qualidade sabe ler e contrariar o nosso "sistema" de jogo.

Fez muito bem o presidente em chamar os jogadores à razão e exigir-lhes empenho, sim senhor! O futebol não é uma ciência exacta, há sempre três resultados possíveis, mas se lá dentro houver querer, empenho, entrega, profissionalismo, estaremos sempre mais perto de vencer. Gostem as virgens ofendidas ou não da atitude. Presidente castrado, não!

 

Por isso é que, com todo o respeito que me merecem todos os "bombeiros", aqui quem manda é o presidente da direcção. É que para além de ter que arranjar o dinheiro para a máquina funcionar, ainda tem que correr a apagar fogos.


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«Dizem-me que os jogadores já não respeitam nem ouvem o presidente.»

Pedro Madeira Rodrigues, ontem, na Rádio Renascença

 

«Neste momento o presidente perdeu o balneário, não tenho dúvida nenhuma.»

Pedro Guerra, ontem, na TVI 24

 


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Nota 10!
Edmundo Gonçalves

Se o segundo melhor levou 8,6 e fez a porcaria que fez, este que é o melhor e já este ano em Guimarães ofereceu dois golos ao Vitória, terá certamente nota máxima.

E entretanto o gozo continua, o que me leva a perguntar o que foi um representante do Sporting fazer ao beija mão à reunião da semana passada.

Sem desprimor para os autênticos... Palhaçada!


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«Não quero idas ao balneário nem explicações aos adeptos, com direito a transmissão televisiva. Não quero declarações públicas dos nossos capitães, logo extraviadas por um qualquer desvairado. Quero ver uma equipa com raça, a jogar e a rematar à baliza. A marcar golos e a vencer. Quero um Sporting ganhador, uma equipa fantástica, que por ela “irei onde o coração me levar”.»

José Vieira, neste meu texto


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16 Jan 17

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Está quase!

 

 

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.


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A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

Não é hábito lançar este post em jogos que não sejam do campeonato.

No entanto, sendo por agora este o jogo mais importante da época, na minha modesta opinião, e tendo havido alguns erros de casting no último com o mesmo adversário e no mesmo palco e estando ainda um dos titulares impedido (acho), quem gostariam de ver entrar de início no jogo da taça de Portugal, amanhã?

Curiosamente ou talvez não, reflexo do que pensam os sócios e adeptos, raramente o onze inicial corresponde ao escolhido por Jesus. Não quererá dizer grande coisa, provavelmente, nem traria resultados diferentes, mas que Jesus tem andado em contra-mão com a maioria dos nossos "treinadores", é um facto.


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«Equipa a entrar amorfa e apática, não se sentindo minimamente motivada com o empate do carnide; posse de bola inconsequente e sem criar perigo; bloco defensivo altíssimo e equipa apanhada em contragolpe vê-se a perder logo aos 4 minutos (perdemos desta forma com Rio Ave, Legia, Carnide, Braga, mas o JJ não aprende). (...) A equipa não tem atitude competitiva, é incapaz de segurar um resultado e treme com qualquer adversário. Não há uma goleada, um resultado convincente, nada! Zero! Bola!»

Wond3rboy, neste meu texto


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15 Jan 17

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Chaves-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 18

Gelson Martins: 14

André: 13

Adrien: 13

Alan Ruiz: 12

Esgaio: 12

Coates: 12

William Carvalho: 12

Paulo Oliveira: 11

Bryan Ruiz: 11

Bruno César: 11

Campbell: 10

Rui Patrício: 10

Rúben Semedo: 7

 

Os três jornais elegeram Bas Dost como melhor sportinguista.


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O ponto
Edmundo Gonçalves

Já se percebeu que despedir Jesus não é viável, não que não fosse solução.

O ponto é este: Estará Jesus disponível para prescindir da choruda indemnização a que tem direito se o despedirem, considerando que a cada mês que passa o seu valor como treinador se desvaloriza?

Em resumo, estará Jesus interessado em relançar a sua carreira noutro lado, ou está acomodado no Sporting, acolchoado por um ordenado que dificilmente lhe pagarão em qualquer outro clube?

 

Sim, porque a esta altura do campeonato, nem ele próprio "acarditará" em si e na equipa e pela espiral de desânimo e de falta de crença a que assistimos, a desgraça não acabará por aqui.

 

Depois há a desvalorização dos activos, que com o que vai acontecendo, é um facto concreto e terrível para as contas do clube.

 

Em resumo, está nas mãos de Jesus reverter a situação. Depende dele e isso é muito delicado para o Sporting.


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1) Não há como o lampião para ser ridículo: quando ganham com óbvio gamanço, são uns gandas machos e mandam os outros "jogar é à bola". Quando perdem ou empatam jogos, mesmo que as arbitragens não tenham qualquer influência no resultado, choram ao gamanço que nem madalenas. Graças a Deus não nasci lampião.

 

2) O Sporting apresenta um futebol preocupantemente ridículo. Já acreditei mais do que agora que, algures durante esta época, as coisas mudariam. Repare-se: empatámos e não andamos a queixar-nos dos árbitros.

 

3) Ridícula a relação de Jorge Jesus com Bas Dost. Bas Dost é a única coisa muito boa deste Sporting, juntamente com Gelson. Por isso, vai em primeiro no que lhe compete: é o melhor marcador do campeonato. Pudesse a equipa dizer o mesmo. Mandar o bitaite numa conferência de imprensa de que o Sporting não pode depender de Bas Dost é assim a modos que convidá-lo a não marcar golos. Como ele teve o desplante de marcar dois ontem, Jesus foi obrigado a impedi-lo fisicamente, tirando-o do campo (e mantendo André, que voltou a ter um falhanço ridículo, sozinho em frente ao guarda-redes). Quando precisou dele para tentar marcar o terceiro golo, já lá não estava. Ridículo.


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O problema
Pedro Correia

O problema central do Sporting não passa pelo deficiente jogador X ou pelo inepto jogador Y. O problema mais grave remonta ao início da época e relaciona-se com a dimensão colectiva da equipa: o treinador insiste em impor um modelo de jogo a profissionais que não se adaptam a ele.

Isto explica porque sofremos sempre o mesmo género de golos, nos mesmos momentos dos desafios, sem que se vislumbre um antídoto eficaz para evitar novos desaires. No final do jogo em Chaves, todos ficámos com a sensação de já ter visto aquele filme. Não foi novidade para ninguém. Nem se resolve com o presidente a berrar com os jogadores no balneário, como ontem sucedeu - o que pouco augura de bom para o crucial desafio da próxima terça-feira.

Se alguma mudança urge fazer, passará sempre pela adaptação do modelo aos intérpretes em vez da insistência cega e surda no contrário. E já agora - como há tanto tempo aqui venho anotando - convém também mudar o discurso. Que grande injecção de moral deve ser para um jogador ouvir o treinador dizer que não gosta de o ver marcar os golos todos...


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Inaceitável
Pedro Correia

Balanço: outra quase-vitória. Dois pontos perdidos a dois minutos do fim.

Oito pontos desperdiçados nos últimos cinco jogos.

Inaceitável.


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«União interna e externa precisa-se e é fundamental, nunca fomos tão atacados como agora (eu percebo porquê). A luta é desigual, mas não a podemos dar como perdida.»

Pedro Wasari, neste meu texto


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Pouco antes, o Sporting recebera uma boa notícia: o Benfica deixara-se empatar frente ao Boavista na Luz. Notícia que podia ter servido de ânimo suplementar à nossa equipa, o que não aconteceu. O onze leonino iniciou o jogo com o Chaves de forma lenta, previsível e facilmente anulada pela bem organizada turma flaviense, que antes de se completar o quinto minuto já se adiantava no marcador.

Com Rui Patrício e Rúben Semedo de regresso à equipa e Adrien também a jogar de início, passado o susto da partida anterior, o Sporting continuou a mostrar-se incapaz de causar perigo no último terço do terreno. Gelson Martins abusava das fintas do lado direito. O corredor esquerdo, com um Campbell desastrado, não funcionava. Alan Ruiz, muito lento na posição de segundo avançado, demorava uma eternidade a decidir cada lance.

Valeu-nos Bas Dost, que empatou já no tempo extra da primeira parte. Parece que só o holandês sabe marcar golos neste Sporting 2016/17. Convicção reforçada ao minuto 76, quando foi ele a marcar o nosso segundo, colocando a equipa a vencer. Infelizmente não soubemos segurar esta vantagem mínima, desfeita aos 88' com um petardo do flaviense Flávio Martins, sem possibilidade de defesa para Rui Patrício. Nessa altura já o Sporting jogava só com dez, por expulsão de Rúben Semedo, e repetia a tremideira dos últimos minutos a que tantas vezes nos tem habituado.

Não é uma equipa pequena, mas por vezes parece. Demasiadas vezes.

Podíamos ter vindo de Chaves com três pontos, viemos só com um. Parabéns a Bas Dost, novamente o melhor Leão em campo.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Revelou bons reflexos ao sair da baliza, com uma defesa in extremis a pontapé. Iam decorridos 87 minutos. Logo a seguir, sofria o segundo golo. Sem culpas, tal como não tivera no primeiro.

ESGAIO (4). Articulou mal a ligação a Gelson no corredor direito, por falta de capacidade ofensiva, e teve culpa no primeiro golo. Melhorou a prestação na segunda parte, mas sem nunca ultrapassar a mediania.

COATES (4). Resolveu bem algumas situações com potencial perigo, embora pudesse ter feito melhor no primeiro golo. O segundo resulta de um mau alívio seu, em desequilíbrio, numa zona frontal.

RÚBEN SEMEDO (3). Regressou à titularidade em má forma, abusando da dureza física. Recebeu cartão amarelo em dois lances desnecessários. O segundo, que nos fez jogar só com dez a partir dos 72', até podia ter sido de outra cor.

BRUNO CÉSAR (5). Compensa em capacidade de luta o que lhe falta por vezes em frieza. Ineficaz a sua ligação a Campbell no primeiro tempo. Melhorou na segunda parte, com incursões da ala para o eixo. Mas sem nunca brilhar.

WILLIAM CARVALHO (6). Foi ele a estabelecer a ligação entre os sectores, iniciando a primeira fase de construção. Vários passes longos, bem medidos, alargando a frente de ataque. Mas longe do fulgor físico de outros jogos.

ADRIEN (6). Melhorou muito ao adiantar-se no terreno, na etapa complementar, injectando velocidade e combatividade à equipa. Podia ter marcado aos 60', mas rematou já em desequilíbrio, permitindo a defesa do guarda-redes.

GELSON MARTINS (6). Um centro magnífico, já após o minuto 45, funcionou como assistência para o primeiro golo. Reforça a sua liderança nas assistências deste campeonato. Sempre inconformado, por vezes abusa das fintas.

CAMPBELL (4). Quase nada lhe saiu bem no flanco esquerdo, onde se destacou noutros jogos. Articulou-se mal com Bruno César e falhou muitos passes. Já não regressou do intervalo, dando lugar ao compatriota Bryan Ruiz.

ALAN RUIZ (4). Novamente na posição de segundo avançado, hoje não funcionou. Muito lento, sem capacidade de passe, tentou o remate a meia-distância também sem sucesso. Deu lugar a André no segundo tempo.

BAS DOST (7). Mais um bis - o quarto desta temporada. Marcou o primeiro aos 45'+1', à ponta-de-lança, de cabeça, e o segundo aos 75', com um toque subtil que desviou a trajectória da bola. Soma e segue, imparável.

ANDRÉ (5). Lançado no segundo tempo, para o lugar de Alan Ruiz, melhorou a circulação da bola e o jogo posicional. Foi dele a asistência para o segundo golo. Mas desperdiçou a hipótese de marcar, falhando a emenda, aos 66'.

BRYAN RUIZ (5). Entrou na segunda parte, substituindo Campbell. Não trouxe dinâmica ao jogo, longe disso, mas conferiu-lhe alguma qualidade técnica. Melhor momento: um centro aos 66' que André desperdiçou.

PAULO OLIVEIRA (4). Lançado de emergência aos 78', para suprir a ausência de Rúben Semedo, mal teve tempo de se entrosar com os companheiros. Nesse período o Sporting recuou muito no terreno e sofreu o golo do empate.


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14 Jan 17

Não gostei

 

Do empate em Chaves. Mais dois golos perdidos pela nossa equipa, que ao tropeçar hoje em Trás-os-Montes (2-2) perdeu uma excelente oportunidade de encurtar a distância face ao Benfica, que também empatou (3-3), frente ao Boavista. Terminada a primeira volta do campeonato, temos menos oito pontos. Tudo como dantes.

 

Do golo sofrido muito cedo. Ainda não estavam esgotados os cinco minutos iniciais, já Rui Patrício via uma bola aninhada nas suas redes. Falhanço colectivo da defesa leonina, que deixou Rafael Lopes movimentar-se à vontade, marcando o primeiro para a sua equipa.

 

Da nossa primeira parte. Decorrida a meia hora inicial, nem um remate tínhamos feito à baliza do Chaves. O primeiro sinal de perigo coincidiu com o golo marcado, a poucos segundos da ida para intervalo.

 

Da nossa incapacidade de gerir o resultado. Estando a ganhar 2-1 a partir do minuto 76, seria natural que o Sporting soubesse reter a bola, segurando uma vantagem difícil de conquistar frente a uma equipa que até agora só perdeu um jogo no seu estádio. Nada disso aconteceu: continuamos com imensa dificuldade de controlar os níveis de ansiedade nos minutos finais das partidas. E perdemos um João Mário, que sabia guardar a bola como ninguém nestas preciosas fases do jogo.

 

De Rúben Semedo. Já amarelado, fez nova falta que lhe valeu o segundo amarelo e a consequente expulsão aos 72' num lance ainda longe da nossa área, sem qualquer necessidade de correr tal risco. Uma inaceitável demonstração de imaturidade que acabou por prejudicar toda a equipa.

 

De Alan Ruiz e Campbell. Dois reforços de Verão que se mostraram em bom nível na partida anterior, frente ao Feirense, mas não justificaram hoje a aposta que o treinador neles fez como titulares. De tal forma que Jorge Jesus decidiu substituí-los ao intervalo.

 

Da substituição de Bas Dost. Com apenas dez jogadores em campo, Jesus deu ordem de saída ao ponta de lança, que já havia bisado. Substituição inexplicável, pois não se vê mais ninguém neste Sporting com capacidade para marcar golos. Quando houve a necessidade de apontar o terceiro, o internacional holandês já não estava em campo.

 

Da nossa falta de velocidade. Ritmo pausado, denunciado, previsível - e com diversos toques de bola até chegarmos à baliza adversária. Complicamos o que devia ser simples. Ao contrário do Chaves, que causava perigo cada vez que acelerava o jogo e era capaz de fazer a bola percorrer 80 metros em dois ou três passes.

 

Da tremideira final. Voltou a acontecer, para não fugir à regra. Começamos a estar tristemente habituados.

 

Do retrocesso face a 2015/16. Ao findar a primeira volta, temos menos dez pontos do que tínhamos há um ano e já sofremos mais sete golos. Números que nos devem fazer pensar.

 

 

Gostei

 

Da primeira meia hora da segunda parte. O Sporting dominou as operações, mostrando-se claramente superior. Foi um período em que soubemos acelerar um pouco mais o jogo e avançar no terreno com a bola controlada, o que viria a materializar-se na obtenção do nosso segundo golo.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue. Já marca há seis jogos consecutivos. Hoje bisou pela quarta vez no campeonato, reforçando a liderança na lista dos melhores marcadores. Já marcou 13 na Liga 2016/17 - os mesmos de Slimani à 17.ª jornada, faz agora um ano. E vão quinze no total das competições desta época oficial, voltando a sagrar-se o melhor Leão em campo.

 

De Gelson Martins. Não brilhou como noutros jogos, mas foi sempre o principal desequilibrador da nossa equipa, pelo flanco direito - algo que Campbell foi hoje incapaz de concretizar na ala oposta. E fez uma primorosa assistência para o primeiro golo de Bas Dost com um magnífico passe longo, muito bem colocado. Confirma-se como rei das assistências neste campeonato. E vão oito.

 

Do apoio dos adeptos. Largas centenas de sportinguistas viajaram até Chaves para darem um apoio entusiástico à equipa. Se há coisa de que a direcção leonina e a equipa técnica do Sporting não podem queixar-se é da falta de incentivos que chegam das bancadas, chova ou faça sol. Sem blackout de qualquer espécie.


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Sujinho, sujinho
Pedro Correia

Em seis épocas ao serviço do Benfica, Jorge Jesus foi expulso apenas três vezes.

Em ano e meio ao serviço do Sporting, Jorge Jesus já foi expulso cinco vezes.

Dois pesos, duas medidas: eis a verdadeira face do futebol português. Tudo pelo Benfica, nada contra o Benfica.

Sujinho, sujinho. Muito sujinho.


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«Gosto do nosso Presidente, tem feito muito bom trabalho pela instituição. Mas sinceramente tenho vontade de ver mudança no Sporting, gostava de ver mais Sportinguistas a gostarem do Sporting.»

Filipe Ribeiro, neste meu texto


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13 Jan 17
Trocava já
Pedro Correia

 

Eu trocava já:
- O Petrovic pelo Palhinha
- O Douglas pelo Tobias Figueiredo
- O Markovic pelo Francisco Geraldes
- O Castaiganos pelo Matheus Pereira
- O Meli pelo Iuri
- O Elias pelo Gauld

 

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Onde está o Wally
Edmundo Gonçalves

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Escuso-me a escrever o nome do lampião que esteve presente no jantar em Moscavide.

Cada tiro, cada melro, ó City.

 


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Quais são os vossos prognósticos para o Chaves-Sporting que se joga a partir das 18.15 de amanhã, com arbitragem de Nuno Almeida?


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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JOANA WAGNER

"Gosto muito de estar no estádio [José Alvalade]. É uma alegria enorme. Estou em casa."

(Sporting TV, 18 de Dezembro 2016)

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«Cada vez é mais nítida a ideia de que existe uma equipa literalmente levada ao colo. O sistema neste momento está claramente ao serviço de uma equipa.»

Orlando, neste meu texto


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12 Jan 17
Ui, que medo
Edmundo Gonçalves

Estou com tanto medo, que acabei por decidir subscrever a candidatura do presidente.

É oficial e uma declaração de intenções.

Não esperem muita imparcialidade quanto ao acto eleitoral, portanto, mas um tipo que acusa outro de falta de ideias e projecto, quando já falou em público bastas vezes e nem uma ideiazinha para amostra apresentou, não merece que se lhe dê muito crédito. Vale-lhe o apoio do Severino, com o peso dos seus 1,2% nas últimas eleições, agora que já não tem nenhum livro para lançar. Se for preciso eu conto.


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A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

Nenhum dos "Jotas" acertou na equipa inicial do último jogo, na recepção ao Feirense.

Sábado vamos a Chaves.

Aceitam-se apostas.


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Mercado de inverno
Luciano Amaral

Eis um trabalho de scouting à consideração da equipa técnica de futebol do Benfica para possíveis contratações no mercado de Inverno (com o alto patrocínio do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol):

 

 

 


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Ora partantes...
Edmundo Gonçalves

...Este é penalti (aos 50''):

E este não é!

Então está bem, continuem que vão no bom caminho. 

E continuem a fazer reuniões tão interessantes como esta.

 

Entretanto, uma pequena adivinha, sem prémio porque me parece ser de fácil resposta: Qual destes foi assinalado?

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*Montagem retirada do blogue "reflexão portista".

 

 


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Sorte de principiante? O nosso leitor Tiago, que se estreou nestes palpites do És a Nossa Fé, acertou no resultado do Sporting-Feirense (2-1). E mesmo sem adiantar os marcadores dos golos foi ele o vencedor desta ronda, pois mais ninguém antecipou o desfecho desta partida que projectou o grande Bas Dost para a liderança dos goleadores da Liga 2016/17.

 


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Geraldão
Francisco Melo

«O meu maior sonho - e só de imaginar me arrepio - é jogar no Sporting e em Alvalade.»

Francisco Geraldes, aqui.


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«Depois de despachar alguns jogadores, é fundamental que alguém no SCP venha esclarecer o falhanço, e já agora um pequenino pedido de desculpas. Não sabem como isso me cairia bem.»

Carlos Silva, neste meu texto


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11 Jan 17

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O homem exigiu uma auditoria aos três anos de mandato de Bruno de Carvalho. Até tinha pressa e prescindia do último ano.

O Conselho Fiscal e Disciplinar até lhe fez a vontade, o que me surpreendeu, que o Clube não deve ser gerido da bancada, mas enfim...

Agora, aqui d'el rei, que o obrigam a pagar a boa da auditoria e diz não é feita sob os seus moldes.

 

Sou eu que ando distraído, ou este senhor apareceu um destes dias na "coisa" de honra da candidatura do actual presidente?

 


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Leitura Recomendada
Francisco Vasconcelos

A Inocência do Jogo, em O Dia de Jogo.


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Madeiraaaaaaa
Edmundo Gonçalves

 

 É mais ou menos isto... 

Alguma coisa que tenha interesse, para além de ataques ao adversário, qual lampião , continuamos à espera.


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O elo mais fraco
Pedro Correia

Portugal é campeão europeu de futebol. Com um treinador português. 
Esta é a maior prova de competência dos jogadores portugueses e dos treinadores portugueses.
Há cinco anos que nenhum árbitro português está na alta roda do futebol internacional. Desde que Pedro Proença apitou os jogos dos títulos europeus de clubes e selecções - proeza inédita que o elevou ao patamar supremo da sua categoria profissional.
De então para cá, com outros protagonistas, tem sido sempre a descer. No Euro 2016 não houve nenhum português a apitar.
Daqui se conclui que o sector da arbitragem se tornou, em termos qualitativos, o elo mais fraco do futebol nacional. Os árbitros não podem portanto comportar-se como se fossem o elo mais forte. Porque não são.


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«A estratégia de Jesus foi buscar 11 jogadores e pôr outros 11 jovens a rodar na I Liga. (...) O problema é que, para além de Slimani e João Mário, também não havia Teo, Adrien lesionou-se e, tirando Bas Dost e Beto, escolheu jogadores parados, ex-lesionados, emprestados e muito distantes das necessidades do Sporting. Parecia que os conhecia de outras ocasiões e não se tinha dado ao trabalho de ir ver como estavam e avaliar o risco envolvido. E assim se foram quase 25 milhões de euros.»

SportingSempre, neste texto do Luciano Amaral


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