Depois de uma ida mítica às Antas nas meias-finais - perda de travões na A1; chegada tardia às Antas; golo imediato de Barbosa - e de ganharmos ao Porto na segunda mão em Alvalade, a final perfeita só podia ser com o benfica. Lembro-me como se fosse hoje. Confusão, enchente, as cenas habituais nos arredores do estádio. Lá dentro, bancadas cheias: metade verde, metade aquela cor. O primeiro disparo foi para a mata do Jamor, perto da praça da maratona. O segundo acertou no meio do topo norte onde milhares gritavam bem alto o nome do grande Sporting. Segui com os olhos toda a trajectória do very light de um topo ao outro, empoleirado no clássico muro de pedra exactamente atrás da baliza de Costinha. O jogo tinha terminado ali. Houve tentativa de invasão ao campo, faixas roubadas, vedações partidas, muita raiva. Não vi mais nenhum dos golos. Mas vi um homem a passar à minha frente, carregado por outros, com um enorme buraco no peito a deitar fumo. Essa imagem nunca saiu da minha cabeça. Depois foi o que se sabe pelas ruas de Lisboa. Toda a gente sabia ao intervalo o que tinha acontecido e ninguém foi capaz de interromper o jogo. Lembro-me mais tarde de ver dois golos de João Pinto. Estas coisas não se esquecem. Também por isto nunca festejei nenhum dos que marcou de leão ao peito. E também me lembro de ver na televisão o Paulo Bento festejar em frente ao topo sul. O mesmo topo de onde tinha, pouco antes, saído um disparo em direcção a nós. Podia ter sido eu. Tive sorte. Estas coisas não se esquecem.
Rui Oliveira e Costa: «Tenho uma consciência histórica. O Benfica [antes do 25 de Abril] tinha eleições disputadas. Onde havia eleições era no Benfica. Isso é verdade. O Sporting e o Porto não tinham. Havia o [aspecto] popular do Benfica. Não é verdade que fosse o clube do regime.»
Miguel Guedes: «O que retiramos, do ponto de vista desportivo, destes três anos de Luís Filipe Vieira? Um campeonato e três taças da Liga...»
Rui Oliveira e Costa: «E é mau? Ele herdou melhor? Tu falas como se os dirigentes do Benfica fossem mentecaptos. Não são. Há lá uma reflexão interna.»
Rui Oliveira e Costa: «Muitos sportinguistas me criticam por eu apreciar Pinto da Costa. (...) Trinta anos de poder e dezanove campeonatos.»
Do programa Trio d' Ataque, esta terça-feira, na RTP i
Pinto da Costa disse recentemente que «há papagaios que só sabem dizer olá e quando dizem mais do que isso, só sai asneira». Enquanto a «farpa» não era direccionada à figura do título, não deixa de lhe ser aplicável, em copiosa dose. Na realidade, o desempenho de Rui Santos há décadas - um cínico até diria «só em Portugal» - assemelha-se ao do tradicional bobo da corte real, cuja razão de ser é divertir, ridicularizando-se. A única distinta diferença é que a sua corte é a do jornalismo desportivo.
Analisando uma sua recém-tagarelice, não deixei de ficar «impressionado» com a sua destreza em falar tanto e dizer menos do que nada, com evidente apetite para a manipulação dos verbos para deixar a audiência com a sensação de que sabe mais do que diz. Ou reitera factos públicos : «Godinho Lopes anda em busca de um investidor para o clube numa altura de crise e em que a situação da SAD é complicada» ou, então, infere o conhecimento de causa que não tem: «e a salvação poderá chegar dos Emirados». Na tentativa de associar eventos, sublinha o processo PCP: «o envolvimento dos leões poderá complicar as negociações». Não querendo ficar por aqui, continua: «um conjunto de potenciais investidores estavam interessados em negociar uma posição no Sporting, mas depois do «caso», poderão ter ficado assustados». Demonstrando o seu «íntimo» conhecimento sobre o foro interno do Sporting: «existe uma divisão clara, uma parte do Conselho Directivo está com PCP e outra não estará ».
Preocupado com a ligação de Rogério Alves ao Sporting e a sua intenção de advogar a defesa de PCP, Rui Santo ilucida: «são questões muito discutíveis por uma questão de ética. Há aqui qualquer coisa que não está bem ». Para finalizar a «eloquente» tagarelice: «as pessoas do Sporting têm medo de tomar posição, em função de chantagem (?), de ameaças (?) de que possam ser vítimas. Se não houver determinação clara do presidente, não sei onde vai parar o Sporting».
O que mais intriga este observador, é o tempo e o espaço que lhe são concedidos face ao seu disparatado e absorto discurso. Por muito que se avalie a vocação artística da pessoa, a ilação possível é que não passa de um bobo a obrar sob o manto do jornalismo, com um fechar do pano muito menos sedutor e divertido. E nem o excesso de gel que inevitavelmente contribuirá para o seu estado de ser, serve para explicar tudo.

A minha selecção também tem onze titulares e mais uns quantos suplentes. Também tem no nome Portugal. Tem uma história enorme, talento, desorganização administrativa, casos e personagens patéticas. À minha selecção também costuma faltar o quase. Também tem razões de queixa da arbitragem e dos platinis desta vida. A minha selecção fez uma época não mais que interessante e, para mim, desde que me conheço, termina-a no próximo Domingo no Jamor. O último jogo oficial da temporada. A minha selecção chama-se Sporting, sempre se chamou e sempre se chamará. Neste coração não há espaço para mais nenhuma cor, camisola ou emblema. E, nestas coisas do coração, convém ser o mais honesto possível.
« Se o futebol é justo, o Cristiano terá de ganhar a Bola de Ouro. É um jogador muito especial, o mais completo do mundo. Marca golos de cabeça, de livre, a 30 metros da baliza, em contra-ataque, o Cristiano faz tudo».
- José Mourinho -
Observação: Já há muito a minha opinião e não apenas por ele ser português e ter sido formado no Sporting.
O Benfica viu fugir-lhe, pelo segundo ano consecutivo, a vitória no campeonato. Abandonou muito cedo o combate nos relvados pela Taça de Portugal - a segunda mais importante competição futebolística a nível nacional. Más notícias para os benfiquistas, seguramente. Mas a pior notícia de todas, julgo eu, é o facto de o clube da águia ter concluído pela primeira vez uma época sem nenhum golo marcado por um jogador português. Mais: nenhum português marca ali desde o dia 21 de Março de 2011 - já lá vão quase 14 meses - quando Nuno Gomes rematou duas vezes com sucesso para a baliza contrária num anódino jogo Paços de Ferreira-Benfica.
Como vão distantes aqueles tempos em que o Benfica - à semelhança do que hoje sucede com o Athletic Bilbao, que foi finalista da Liga Europa apenas com profissionais oriundos do País Basco - circunscrevia as suas fileiras a jogadores portugueses, marcando assim a diferença no futebol nacional. Esta singular tradição, que constituia uma poderosa senha de identidade do clube, terminou em 1979. O que ninguém então imaginaria é que chegássemos um dia à situação actual: não há praticamente portugueses no clube alegadamente mais popular de Portugal.
E os poucos que há não marcam golos. Este é outro campeonato que o Benfica acaba de perder.
Terminou o campeonato nacional de futebol. A edição 2011/2012 da denominada Liga ZON Sagres faz já parte do passado, embora ainda domine as conversas do presente. O Porto levou o título, a famigerada União de Leiria e a limitada equipa do Feirense desceram, o Braga e o Benfica garantiram a presença na Liga dos Campeões e o Sporting qualificou-se para a Liga Europa. No fim, é isto que fica. No fim, goste-se ou não, é isto que conta.
No que diz respeito ao nosso Sporting, o 4º lugar alcançado fica aquém do esperado. Realisticamente, nunca considerei o Sporting como um dos favoritos à conquista da Liga, afirmando antes que a equipa tinha qualidade para se intrometer na luta pelo título. Mesmo na melhor fase do Sporting no campeonato, continuei sempre com os pés assentes no chão. Sonhava, era certo que sonhava. Mas sempre ciente das nossas possibilidades.
Confesso que fico triste ao admitir isto. Como sportinguista convicto e praticante, quero que o Sporting seja campeão todos os anos e quando não o consiga – o que deveria ser algo invulgar – gostaria de ver o Sporting na luta até à última jornada. Para mim, Sporting e campeão nacional são dois conceitos intimamente ligados e feitos um para o outro, como dois amantes apaixonados.
Porém, há que considerar o contexto de que partimos para este campeonato: Nova direcção, nova estrutura de futebol, nova equipa técnica e um plantel quase novo, com 19 novos jogadores. Seria exigir demais pedir o título na primeira época a este “renovado” Sporting. É preciso tempo para consolidar e construir projectos vencedores.
Mesmo assim, considero que o 4º lugar fica abaixo das expectativas, quer da equipa e da direcção, quer de todos os sportinguistas. Pedia-se pelo menos a presença entre os três primeiros classificados, de forma a garantir o acesso à Champions. Ora, não conseguimos. É certo que foi por pouco, já que os “guerreiros do Minho” não foram assim tão guerreiros nas últimas jornadas, andando quase sempre a bater em retirada face às investidas do Leão renovado da 2º fase da época, depois da hecatombe de Janeiro e Fevereiro.
A bonança chegou quando a tempestade parecia ter vindo para verificar (repetindo o triste fado das 2 últimas épocas). O marasmo terminou com a saída de Domingos Paciência e a chegada de Ricardo Sá Pinto. Dirão agora os detractores que nós, sportinguistas, andamos completamente enfeitiçados por Sá Pinto. É certo que existe um natural carinho especial por Sá Pinto, mas a alegria que se instalou após a sua chegada tem razão de ser: O nosso “Coração de Leão” mudou, efectivamente, a forma da equipa jogar à bola.
Basta lembrar os últimos jogos com Paciência ao leme e a série de jogos de Sá Pinto. Mais, mesmo na série de vitórias consecutivas registada em Outubro e Novembro com Paciência, a equipa não jogava tão bem e de forma tão sustentada e organizada como joga com Sá Pinto.
Domingos Paciência conduziu-nos à final da Taça, que jogaremos no próximo fim-de-semana. É de assinalar e reconhecer o seu mérito, mas quem nos salva a época e nos dá motivos para sorrir e relativizar os resultados conseguidos no campeonato é Ricardo Sá Pinto. O tal “jogar à Sporting” foi visível e deixou-nos com boas perspectivas para o futuro.
E é isto que nos faz sorrir: este final de temporada e as perspectiva para o próximo ano! Na época vindoura, a estrutura manter-se-á em todos os níveis (da direcção ao treinador) e a equipa apenas contará com reforços pontuais. Isto marca uma clara diferença face a este ano. O projecto vai consolidar-se ainda mais e no que diz respeito ao plantel de futebol, o conhecimento mútuo aumenta de dia para dia, o que só nos dá mais força ainda. É natural que este cenário nos faça crer que, para o ano, surgiremos ainda mais fortes.
Espero convictamente ter razão, pois também eu termino a época – apesar dos dissabores, já referidos – com um sorriso de Esperança, aquela que é Verde e que por isso, está fortemente associada ao Sporting! Para já e porque a exposição já vai longa, reafirmo o que já foi dito, por estes dias, nesta casa: “Agora venha a Taça”!
Só mais uma perguntinha. O Sporting tem dois jogadores titulares convocados para o Campeonato da Europa. Alguém me diz quantos titulares tem o Benfica?
Subitamente - há sempre um 'subitamente' com o Sporting em certos momentos chave - parece que o mundo está preocupado com «eleições no Sporting». Foi o ZeroZero, foi O Jogo, de hoje. E amanhã haverá mais, estou certo, é a vida.
Que há de verdadeiramente novo?
Nada de palpável, até ao momento. Se bem me lembro, em entrevistas dadas há algum tempo, o Presidente não pôs de lado essa hipótese - mas apenas se algo de novo se apresentasse como um salto qualitativo para o clube. Parece razoável o raciocínio. Eleições, sem essa certeza de salto qualitativo, seria o quê? Um salto no escuro. O envolver do clube, agora que estamos numa fase de acalmia, na turbulência de um ato eleitoral, apenas um ano depois de iniciado um mandato.
A 18 de Abril, Godinho Lopes disse o que tinha a dizer (na minha opinião): «Partir para eleições, nesta altura, prejudicaria o clube. A AG do dia 24 é fundamental para o futuro e para cativar investidores». Isto é: o «futuro» (qualquer futuro) dependeria do que se aprovasse na AG e, aprovando, dependeria da chegada ao clube (através da sua SAD) do dinheiro fresco de eventuais investidores ou parceiros. Este, sim, será um quadro verdadeiramente novo, a necessitar de um eventual ato eleitoral referendário - de novos rumos e de nova estratégia.
Nada de extraordinário, nesse caso. Mas... apenas nesse caso. Se a busca de novos parceiros para a SAD resultar positiva - e parece (eu, pelo menos, desejo que sim) que está a ser - aí talvez seja importante partirmos, com o voto dos sócios, para uma fase diferente e mais sólida da vida do nosso clube. Mas, eleições por eleições ou para fazer ajustamentos tópicos, seria um caminho imprudente - seria continuarmos a viver na espuma dos dias. Aquela de que os media gostam, para fazer manchetes 'porque sim'.
O Sporting não pode viver sempre em campanhas eleitorais, tem de viver bem mais em ação decidida e continuada. Eleições, agora, só se houver algo de muito forte, mesmo muito forte, que as requeira. Ou seja, por haver boas notícias a curto prazo. Estou certo que, sendo difícil a situação, uma solução estará à vista. E, aí, outros horizontes se abrem então.
Surgiu aqui um comentário «lampiónico» que merece relevo pela descabida tentativa de enaltecer a inclusão de Nelson Oliveira na Selecção Nacional, reclamando a sua superioridade a um atleta do Sporting. Disse o leitor: «Lagarto cheio de azia; o Nelson Oliveira coxo, joga mais que o Wolfswinkel dopado». Além da despropositada comparação, uma vez que o debate era a selecção e não clubes, sentimos o dever de esclarecer este muito mal informado benfiquista.
O Ricky, esta época no Sporting, jogou, sublinho jogou, 46 jogos e marcou 25 golos. Desde que se tornou sénior em 2008, ainda com 18 anos de idade, quando foi chamado à equipa principal do Vitesse e, posteriormente, ao Utrecht, participou em 93 jogos, marcando 30 golos, 6 dos quais nas provas europeias. No total da sua carreira, incluindo selecções, jogou 161 jogos e marcou 68 golos.
O Nelson Oliveira já passou pelo Rio Ave, Paços de Ferreira e Benfica, participando no total de 45 jogos, apenas 4 no clube da Luz, com o grande total de 4, repito, 4 golos.
Se vamos fazer comparações, haja, pelo menos, alguma lógica mínima para comparar. O Nelson poderá vir a ser um excelente jogador, mas por enquanto ainda não o é. Uma vez que foi chamado por Paulo Bento desejamos-lhe muita sorte, mas esta consideração não invalida a legitimidade de comentar a sua inclusão. Como a dele, a de outros também.
«Os 23 jogadores convocados por Paulo Bento revelam o que é hoje o futebol português - um futebol de contrastes, de «opulência e miséria», que acaba por ter expressão na Selecção Nacional - 10% de supertalento, 40% de qualidade média-alta e 50% de vulgaridade».
- Rui Santos -
Observação: E este jornalista, estará incluído na classe da «opulência» ou da «miséria» ?
Só uma perguntinha: quantos golos o jovem Nélson Oliveira, um dos sete convocados para a linha avançada da nossa selecção no Europeu, marcou pelo seu clube durante o campeonato que findou?
Este dia é recordado pelas hostes sportinguistas como um dia épico. Os mais distraídos podem nem sequer se lembrar da data. Os mais novos não tiveram o privilégio de assistir a este grande desafio de futebol. Mas todos, sem excepção, se lembram. Neste dia, 40 anos depois do igualmente histórico 6-1, o Sporting deu uma goleada das antigas ao SLB. O 7-1 diz-vos alguma coisa?
A tarde de chuva em Lisboa e nos primeiros 45 minutos de jogo nada parecia indicar que o Sporting iria fazer História. As duas equipas vão para o intervalo com os leões a vencerem as águias por um “mísero” 1-0 de vantagem, com um golo de Mário Jorge marcado ao minuto 15.
Nos 45 minutos seguintes tudo mudou.
Manuel Fernandes, autor de quatro tentos do Sporting, abriu a segunda parte aos 50 minutos. O SLB fez o seu golo solitário, nove minutos depois, por Wando. Depois, foi um festival de golos: Meade aos 65, Mário Jorge bisa aos 68 e Manuel Fernandes fecha o marcador com três golos de rajada: aos 71, aos 82 e aos 86.
Este jogo extraordinário, que tive a oportunidade de ver ao vivo (e que posso sempre recordar graças a uma gravação VHS que terei um dia de passar para DVD antes que a imagem se estrague de vez), foi também marcado por episódios tristes dos adeptos do Benfica que dizem muito da massa associativa dos nossos eternos rivais: bandeiras e cachecóis do clube da Luz queimadas, cartões de sócio e almofadas rasgadas. Nos 18 anos em que o Sporting esteve sem vencer o campeonato de futebol, nunca se ouviu que um ou outro adepto mais irado ou desiludido fez semelhante coisa…
Diga-se em abono da verdade que, apesar desta goleada, o SLB ganhou o campeonato desse ano, ficando o Sporting num mísero quarto lugar. Tudo isso é verdade, mas a honra e a glória de ter ganho esse jogo, o prazer de o ter visto ao vivo no velhinho Alvalade e saber que este foi um feito irrepetível – como eu costumo dizer 6 a 3 não substituem nunca um 7 a 1 – tornaram este jogo algo de grandioso que é recordado, naturalmente de forma diferente, pelos adeptos dos dois clubes. Razão mais do que suficiente para o evocar neste espaço.
Resta lembrar a composição da equipa dos heróis e das vítimas:
SPORTING - Damas, Gabriel, Virgílio, Venâncio, Fernando Mendes, Oceano, Litos, Zinho, Mário Jorge, Manuel Fernandes e Meade. Substituições: Duílio e Silvinho.
BENFICA - Silvino, Veloso, Dito, Oliveira, Álvaro, Shéu, Carlos Manuel, Chiquinho, Wando, Diamantino e Rui Águas. Substituições: Nunes e César Brito.
*Artigo publicado hoje no jornal do Sporting
Desculpem lá lembrar isto, mas a Liga dos 7 contra 11 não começou com a greve dos jogadores do Leiria por causa do não-pagamento dos salários. Pois não? Começou com a greve dos árbitros aos jogos do Sporting. A associação que comanda a corporação apoiou os grevistas devido à sensibilidade cutânea dos árbitros, mas está omissa quanto à greve que, certamente, será decretada aos jogos do Benfica. A greve ainda não foi convocada, mas tenho a certeza de que será, não será?
"MASSA ADEPTA"
«Luís Filipe Vieira já experimentou várias dinâmicas.»
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«O Benfica acreditou na Nossa Senhora. E fez mal.»
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«Foi censurável o Benfica deixar Jorge Jesus à míngua de uma crucificação pública.»
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«Ao presidente da Liga não interessava muito abanar a árvore.»
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«Eu nasci antes do 25 de Abril e não sou fascista.»
Há pouco, na SIC Notícias
Ontem, confesso que não percebi logo a razão por que Sá Pinto, aí a partir dos 70 minutos, não tirava o Matías, em nítido sub-rendimento (porque fisicamente acabado) e fazia entrar o André Martins, a aquecer havia horas; mas quando, aos 80 e muitos, ele trocou de guarda-redes, e ofereceu uma salva de palmas ao Tiago, percebi e apoiei. Tenho muitíssima consideração pelo Tiago, que nunca deixou o Sporting ficar mal e é um esforçado e dedicado atleta, daqueles valores certos e seguros de que se fazem os clubes, e de que se faz o futebol: gosto mais deles do que de muitas vedetas, foi com gosto que ontem o aplaudi e tiro o chapéu ao treinador, pela lembrança, porque é assim que se fazem os clubes e é assim que se faz o futebol.

Se na final da Liga dos Campeões fizer uma má arbitragem, é porque é incompetente. Se fizer uma boa arbitragem, expliquem-me vocês a arbitragem no nosso último jogo contra os tripeiros. De qualquer modo, é uma vergonha.
O Sporting despediu-se desta época em Alvalade da melhor maneira: mantendo a invencibilidade em casa da era Sá Pinto e oferecendo ao público uma belíssima exibição. A claque do Braga, pequenita mas brejeira, quis associar-se à festa e fazer humor: trouxe da terra uma faixa onde se lia: "Paciência: para ir à Champions é preciso competência". Depois do banho de bola que a sua equipa levou, enrolou-a bem enroladinha e não se voltou a vê-la, mas ainda assim merece um pequeno esclarecimento: é que quem mostrou competência, no caso vertente, não foi o Sporting de Braga, que nos três jogos que disputou esta época contra o SCP perdeu dois, incluindo o da Taça, de que foi categoricamente eliminado, e joga um futebolzinho que não chega aos calcanhares do nosso, conforme ontem também se viu; houve competência no seu apuramento, é um facto, mas foi de Pedro Proença - e fica feio aos "guerreiros do Minho" tentarem fazer seus os louros alheios. Agora venha a Taça.
Tal como já aqui foi referido é uma grande ambição dos sportinguistas que as cadeiras das bancadas do nosso estádio passem a ser todas de cor verde. Esperemos que seja já na próxima época. O nosso presidente Godinho Lopes afirmou: «São necessários 1,2 milhões de euros para trocar os bancos para verde. Ou aparecem patrocinadores que aceitem investir nas bancadas por um período de três anos ou esta mudança vai ter de esperar.» Deixamos aqui uma ideia ao departamento de marketing do clube. Que se proponha aos potenciais patrocinadores que nas costas das cadeiras é o melhor local para colocar qualquer anúncio. Tem sempre leitura assegurada.
"World All-Stars FC"
Tive a ousadia de apropriar os 23 «Chavões da Bola» do Pedro, para fazer justiça à
«equipa maravilha do ano».
O «pormaior» da foto é que ilustra uma moldura humana que espalha perfume de qualidade e com linhas de passe decisivamente impróprias para cardíacos. A equipa treinou a época inteira à porta fechada e foi com um balneário unido, muito amor à camisola e com a atitude ganhar ou perder, tudo é desporto, que conseguiu chegar ao título.
É indiscutível que aconteceu futebol na época finda e regista-se para a história uma equipa que jogou em bloco alto, favorecendo as transições rápidas e ofensivas nas entre linhas e exibindo uma capacidade fenomenal nas situações de um contra um, tanto com as mais titulares em campo, como com as suplentes, que sempre que saltavam do banco resolviam. Tudo isto, sem se deixar pressionar pelo factor casa e com o brilhante e indédito feito de nunca ter recorrido a bolas paradas para decidir jogos.
O Míster (eu) já afirmou que em equipa que ganha não se mexe e como para a próxima época não se prevêem jogos fáceis será necessário suar a camisola para repetir a proeza.
FUTEBOL É ASSIM !!!
«O Sporting [foi] claramente o mais lesado (dos três grandes) na presente temporada.»
Cruz dos Santos, A Bola

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