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És a nossa Fé!

Prognósticos antes do jogo

Vamos lá ver se essa pontaria continua afinada: aguardo os vossos prognósticos para o Sporting-Moreirense, que se joga segunda-feira, a partir das 21 horas.

É o nosso desafio da 24.ª jornada da Liga 2017/2018 - com Bas Dost novamente afastado por lesão.

Uma espécie de final, como serão todos os nossos jogos a partir de agora.

 

A voz do leitor

«Rafael Leão precisa jogar e nós precisamos que jogue. É normal que defensivamente corramos riscos mas ofensivamente estamos coxos e a sua irreverência fará estragos, como aconteceu com Gelson. Cabe a Jorge Jesus idealizar um plano para não sofrermos com possíveis perdas sucessivas de bola do rapaz e a falta de rotinas defensivas. E se Bryan Ruiz pode perder 15 bolas a cada 10, há que dar uma chance ao puto.»

 

JHC, neste postal do Pedro Azevedo

Hoje giro eu - 6 factores de que não nos podemos queixar

Após 43 jogos realizados, é tempo de fazer um balanço daquilo que tem sido a nossa época e de contabilizar uma série de factores que se têm vindo a conjugar no sentido de um desfecho favorável para as nossas cores:

 

1) Estrelinha da sorte: uma incrivel hecatombe dos presumíveis favoritos tornou-nos cabeças-de-série no "play-off" de apuramento para a Champions. Independentemente disso, o sorteio foi-nos extremamente favorável, colocando o Steaua Bucareste no nosso caminho. Conquistado o 3º lugar na fase de grupos seguimos para a Liga Europa, onde até agora apanhámos os "colossos" Astana e Viktoria Plzen, este último eliminado pelo Steaua (2-2 em Bucareste e 1-4 na Republica Checa) na ronda imediatamente anterior àquela que com eles disputamos (voltaram a encontrar-se no Grupo G da Liga Europa, tendo os checos vencido em casa, por 2-0, e perdido fora, por 3-0).

No campeonato, se é certo que tivemos um "azar dos Távoras" no jogo do Bonfim, não há como escamotear que a estrelinha esteve connosco pelo menos nos seguintes jogos: Setúbal em casa, Rio Ave fora, Tondela fora, Porto em casa e Benfica fora. 

 

2) Apoio massivo dos adeptos: os nossos adeptos têm marcado presença assiduamente, em Alvalade e nos jogos fora, criando uma imensa onda verde de entusiasmo sempre pronta a catapultar a equipa.

 

3) Arbitragens: um penalty assinalado a nosso favor nos últimos minutos do jogo em Alvalade, contra o Vitória de Setúbal e duas precipitações dos auxiliares que levantaram a bandeirola em Moreira de Cónegos e em casa, contra o Braga, jogaram a nosso favor. Noutros tempos, na Luz teria sido apitado pelo menos mais um penalty contra nós. Em sentido contrário, um critério disciplinar muito rigido e desigual do romeno Ovídio contra o Barcelona, que nos retirou alguma intensidade, e uma inqualificável arbitragem por parte de Luis Ferreira e do vídeo-árbitro Manuel Oliveira, em jogo contra o Feirense disputado em Alvalade, pese embora termos conseguido vencer.

 

4) Concorrência: um Porto incapaz de competir agressivamente nos mercados de Verão e de Inverno, a aproveitar o leque de emprestados e um Benfica com a "cabeça debaixo da areia" na sequência do caso dos emails e a cortar nos custos constituiram uma oportunidade histórica para o Sporting.

 

5) Plantel com mais soluções da 1ª Liga: apesar dos erros da época anterior (só Dost é titular), a Estrutura ofereceu a Jesus um plantel muito competitivo, num misto de experiência (Mathieu, Coentrão, Doumbia, Montero), valores consolidados (Acuña, André Pinto, Battaglia) e jovens promessas (Bruno Fernandes, Piccini, Ristovski, Misic, Wendel), para além de ter mantido a anterior espinha dorsal formada por Patrício, Coates, William, Gelson e Dost (só Adrien saiu).

 

6) Poucas lesões: uma época com tantos jogos poderia ter graves consequências em termos de lesões, dado até o histórico de alguns jogadores, mas Coentrão e Mathieu têm-se aguentado bem e, para além de alguns pequenos problemas envolvendo Bas Dost, William e Gelson, a época tem corrido sem grandes contrariedades a esse nível.

 

Posto isto, pedir o título de campeão nacional é perfeitamente ajustado ao nosso orçamento e a todas as condicionantes internas e externas.

Bruno Fernandes!!!

No ranking de jogadores da UEFA, Bruno Fernandes subiu ao topo da FedEx Performance Zone * e está novamente na Equipa da Semana da UEFA Europa League **, após a sua exibição com o Astana com 2 golos, 3 remates à baliza e 5 tentativas de cruzamento. Esta foi uma contratação...

 

Informação completa em UEFA.

*  A FedEx Performance Zone é um registo que leva em linha de conta quer os jogos europeus, quer os jogos a nível interno

** A Equipa da Semana tem por base exclusivamente o desempenho na ronda da UEFA Europa League

Bruno Fernandes

 Entretanto no Record online, a notícia merece isto:

Record1 A UEFA anunciou a equipa da semana da Liga Europa com base nos desempenhos dos jogos que ditaram a qualificação para os oitavos-de-final da prova. Destaque para a presença de Bruno Fernandes, médio do Sporting que brilhou no embate frente ao Astana, e para o também internacional português Anthony Lopes, guarda-redes do Lyon.

 

 

 

Sorteio amigo!

Ditou o sorteio de hoje que na próxima eliminatória da Liga Europa enfrentaremos os checos do Viktoria Plzen, uma equipa que teoricamente não é das mais fortes em competição, estando ao alcance do nosso atual plantel.

Outros fatores de interesse, a meu ver, passam pelos jogos Milan-Arsenal e Marselha-Athletic Bilbao que levarão à eliminação de duas das equipas teoricamente mais perigosas, e CSKA Moscovo-Lyon e Lazio-Dínamo Kiev que poderão afastar a possibilidade deslocações complicadas.

O senhor que se segue

FC Viktoria Plzen, da República Checa. É o senhor que se segue, no dia 8 de março em Alvalade, com a 2ª mão uma semana depois, no dia 15!

Está posicionado no ranking das competições de clubes da UEFA na 45.ª posição, com 31 pontos, enquanto o SPORTING está na 40.ª com 35 pontos.

Venceu o Grupo G, com 4 vitórias e 2 derrotas, 13 golos marcados e 8 sofridos. 

Faziam parte do grupo o FC Steua Bucareste (Roménia), o FC Lugano (Suiça) e o Hapoel Beer-Sheva FC (Israel).

Nos dezasseis avos eliminou o Partizan de Belgrado, com empate 1-1, fora, e vitória por 2-0 em casa.

Lidera invicto o campeonato checo, com 47 pontos (15 vitórias e 2 empates), a 13 do 2º, o Sigma Olomouc.

Fundado em 1911, tem no palmarés 4 Campeonatos Nacionais, 1 Taça da Rep. Checa e 2 Supertaças Rep. Checa.

Plzen é a 4ª maior cidade da República Checa, com 163.000 habitantes, e fica a 95 km de Praga.

Plzen

 

O espelho da gestão

"Devia ter tirado o Bas Dost quando o Rafael Leão entrou. Para o proteger porque ele vem de uma paragem, mas eu olho sempre o jogo para a frente. Com 3-1 achei que ele e o Rafael podiam fazer estragos, não só no jogo aéreo. Acabei por dar cabo do Bas Dost, mas vamos ver o diagnóstico do Dr. Varandas"

 

Isto não é do mais ridículo que já ouviram?

 

Com 3-1 na primeira mão, era preciso colocar um jogador que vem de 2 semanas lesionado (sequer) a jogar?

 

Auto intitula-se o génio da táctica, auto rotula-se como o principal responsável pela valorização dos jogadores, mas não conseguer gerir fisicamente e motivacionalmente o seu plantel...

 

Para rir: "...mas eu olho sempre o jogo para a frente."...

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Eu show Bruno

O normal no futebol é os jogadores, à medida que se vão integrando nas suas equipas, irem melhorando. No Sporting, não! Ristovski começou por ser um promissor lateral direito, bom a defender e a dar profundidade atacante. Ontem fez um jogo profundamente mau e promete não saír do banco tão cedo. Outro caso paradigmático é o de Ricardinho, a.k.a. Ruben Ribeiro. Estreou-se com um número de magia frente ao Aves, mas desde aí não tirou mais nenhum coelho da cartola e os adeptos aguardam com crescente ansiedade, para não dizer agonia, que um qualquer sortilégio o coloque no lugar privilegiado para alardear a sua superior visão de jogo, o camarote. Bryan Ruiz é mais um exemplo do atrás exposto. O costa-riquenho só não piorou na concretização - também era impossível - e ontem até contribuiu com uma assistência para o primeiro golo da partida, mas o seu impacto no jogo ficou-se por aí, continuando a anos-luz daquele sósia que aterrou em Alvalade na temporada 15/16.

 

Jorge Jesus decidiu finalmente fugir à rotina (ou retina, eu sei lá!!!) e dispôs a equipa num 4-3-3. Bom, na verdade, e dadas as características de Ruben Ribeiro e Bryan Ruiz, a coisa acabou por transformar-se num 4-5-1, com o inconveniente de, mesmo em acção defensiva, os alas não fecharem o seu flanco, abrindo assim verdadeiras autoestradas para os jogadores do Astana percorrerem. Coentrão ainda foi colocando algumas portagens no caminho, obrigando os cazaques - sem Via Verde - a desacelerarem nas suas imediações. Já com Ristovski, os adversários penetraram a seu bel-prazer, assim ao modo de "nada a declarar".

 

Rui Patrício parece ter compreendido os postes, seus recém-aliados: em momentos-chave dos últimos 4 jogos, o guarda-redes viu por 4 vezes a bola beijar os ferros da sua baliza, recusando-se sempre a entrar. André Pinto é o novo Paulo Oliveira, versão 2.0, revelando a mesma sobriedade defensiva e similar dificuldade em iniciar a construção. A seu favor, apenas o ser mais alto. Mathieu fez um jogo contido, de poupança de esforços (e de cartolinas amarelas).

 

Salvou-se o meio-campo central: Palhinha, mais recuado, sempre impetuoso sobre a bola, mostrou ser um jogador a considerar. Foi pena Jesus tê-lo tirado cedo no jogo, não fosse desgastar-se em vão e deixar de ser uma opção para ... a bancada. Assim, entre a falta de ritmo de Dost, motivada pela lesão na grelha costal, e a grelha que Palhinha costuma usar para fazer uns churrasquinhos em dia de jogo, JJ decidiu-se pela opção epicurista (ou será epi-"corista"?). Battaglia fez lembrar o Exterminador Implacável do início da época, destruindo e galgando léguas com a bola, naquele seu estilo de membro da estafeta de 4x100 metros, pese embora entregue demasiadamente a bola no pé, como testemunho da sua boa vontade, em vez de a passar e desmarcar-se. Bruno Fernandes pintou mais alguns Rembrandts e vestiu o seu melhor cazaque de gala (2 golos, um deles, magistral, a mais de 30 metros), mas também soube pôr o fato-macaco para servir a equipa à direita, compensando o desvario de Ruben Ribeiro, durante a primeira parte. Voltou à ala, algures durante a segunda parte, mas aí já foi o complicómetro de JJ a funcionar, juntando William - não entrou propriamente bem - a Palhinha e Battaglia no centro. À medida que a época avança, pese embora mude constantemente de posição, mais se entende que Bruno tem qualquer coisa a mais que todos os outros. É a qualidade de recepção, é o passe, é o remate quase sempre enquadrado, enfim um "show" de bola.

 

Bas Dost marcou um bom golo de cabeça, perdeu outros dois e serviu na perfeição Bruno Fernandes para o terceiro da noite. Dost ainda teve tempo para ter uma lesão muscular numa coxa, a segunda da época, desempatando assim em desfavor da maleita na grelha costal

 

Acuña entrou após o intervalo, mas não brilhou. De destacar a estreia europeia de Rafael Leão. Aqueles arranques com a bola não enganam, está ali um diamante a necessitar de um bom lapidador.

 

Referência ainda para os árbitros de baliza: são um tipo de personagens da mitologia "platiniana" que entram para as estatísticas do turismo e, assim, ajudam as diferentes economias a crescer, para além de proporcionarem momentos de boa camaradagem e de convívio com a restante equipa de arbitragem. Na prática, têm a função de um placebo: não fazem bem nem mal, mas a UEFA fica contente de os ver lá. Hoje, um deles, não viu um jogador cazaque (em fora-de-jogo) tocar, estorvar e passar à frente de Rui Patrício, no momento do primeiro golo do Astana.

 

Nota final para o nosso habitual desleixo nos últimos minutos dos jogos que estamos a ganhar confortavelmente: ontem, essa indolência custou a Portugal 167 milésimas no ranking da UEFA...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

sportingastana.jpg

 

5.800 visualizações diárias

Nos últimos dez dias, ultrapássamos de novo a barreira das 50 mil visualizações neste blogue. Mais concretamente, atingimos 57.905 visualizações nesse mesmo período - o que equivale a 5.800 visualizações diárias, em termos médios.

São números que não nos envaidecem: apenas nos conferem ainda mais responsabilidade, na medida em que o És a Nossa Fé se vai consolidando como um dos títulos de maior influência e popularidade na blogosfera leonina.

Alguns admiram-se do tom plural que aqui sempre se respira, sem cartilhas nem capelinhas, com saudável convívio de teses dissonantes sobre o mesmo assunto.

Recusar qualquer tipo de unicidade integra a marca genética deste blogue. Remamos para o mesmo lado, sim, mas apenas no amor ao Sporting, na devoção aos valores leoninos, na dedicação ao espírito eclético que sempre animou o nosso clube e no esforço permanente para ultrapassarmos pequenas divergências em prol do bem comum.

Sem nunca sacrificar a liberdade de opinião - património irrenunciável de todos nós.

Quente & frio

Gostei muito do nosso apuramento para os oitavos-de-final da Liga Europa alcançado ao fim da tarde de hoje em Alvalade, com mais de 30 mil espectadores nas bancadas apesar de o jogo ter começado às 18 horas de um dia laboral. Objectivo facilitado pela vitória categórica na primeira mão, em Astana, no Cazaquistão, por 3-1. Em boa verdade, nunca esteve em causa a nossa passagem à fase seguinte, até porque o golo inaugural surgiu logo aos 3', por Bas Dost - o mais rápido golo leonino até agora marcado neste estádio para as competições europeias.

 

Gostei dos três golos que apontámos hoje, repetindo a dose da primeira mão, disputada há uma semana. Com Bas Dost a marcar o seu 27.º golo da temporada em todas as competições - do seu jeito preferido, de cabeça, na sequência de uma rapidíssima jogada pelo flanco esquerdo protagonizada por Coentrão e Bryan Ruiz, com o costarriquenho a centrar de forma perfeita. Os dois outros golos vieram assinados pelo melhor em campo: Bruno Fernandes. Aos 53', na sequência imediata de um pontapé de livre, com um disparo à distância de 30 metros, absolutamente indefensável e com direito a ser proclamado o rei dos golos desta jornada europeia. E aos 63', culminando uma tabelinha rápida com Bas Dost, cabendo a assistência ao holandês. Desta vez o sector mais eficaz do Sporting foi mesmo a sua linha avançada. Cereja em cima do bolo: a estreia de Rafael Leão numa competição da UEFA. Ainda júnior, o jovem da formação leonina recebeu forte ovação quando Jesus o mandou entrar aos 74'. Não marcou, mas protagonizou boas movimentações em campo, actuando sobretudo na ala esquerda do ataque.

 

Gostei pouco da falta de intensidade das nossas alas, que quase não existiram no primeiro tempo - exceptuando no lance do golo de Dost. Sem Gelson nem Acuña, os habituais titulares, Jesus optou por Bryan Ruiz à esquerda e Rúben Ribeiro à direita. Ambos foram flectindo para o eixo do terreno, desguarnecendo os flancos e comprometendo a manobra defensiva da equipa, abrindo espaço às incursões do Astana. O ex-Rio Ave, sobretudo, voltou a evidenciar-se pela negativa: sem capacidade de acelerar e esticar o jogo, enredou-se em toques curtos quase sempre lateralizados, perdeu com frequência os duelos individuais e passou a ser assobiado cada vez que tocava na bola. Jesus, sem surpresa, mandou-o tomar duche ao intervalo. No segundo tempo a equipa melhorou bastante logo com a entrada de Acuña e a partir do minuto 60 com a troca de Ruiz por William Carvalho, passando Bruno Fernandes a imprimir enfim acutilância ao flanco direito, onde Ristovski nunca combinou com Rúben nem fez esquecer o ausente Piccini.

 

Não gostei dos sucessivos lapsos defensivos que nos levaram a sofrer três golos - o primeiro aos 37', o segundo quase ao cair do pano, nesse fatídico minuto 80 que nos tem perseguido diversas vezes ao longo da temporada em curso, e o terceiro - fixando o resultado em 3-3 - na sequência de um canto cobrado na última jogada do desafio, já ultrapassados os três minutos concedidos pelo árbitro húngaro como tempo de compensação. E não podemos queixar-nos da ausência de sorte: no minuto inicial da partida e aos 36', o Astana levou a bola a embater nos nossos ferros. Falta de concentração, falta de marcações eficazes, lentidão de reflexos, incapacidade para prever as movimentações dos adversários: falhas que se pagam caras em alta competição. Hoje, via Sporting, custaram também pontos ao futebol português, que anda bem carecido deles no ranking dos países envolvidos em competições internacionais.

 

Não gostei nada de ver Bas Dost novamente magoado, no fim da partida. Erro de Jesus, que devia tê-lo tirado mais cedo, precisamente quando fez entrar Rafael Leão (Palhinha foi então o preterido), sabendo que o holandês esteve recentemente quase um mês afastado dos relvados devido a lesão. Já Coates, Gelson e Piccini ficaram de fora para prevenir excesso de fadiga muscular - precaução elementar nestes tempos em que o Sporting continua a cumprir dois jogos por semana em termos médios. Gostei menos ainda da falta de atitude competitiva de alguns jogadores, que pareceram desconcentrados e com alguma sobranceria no quarto de hora final da partida, quando vencíamos por 3-1. Como se estivessem a cumprir uma tarefa chata, denotando pouco respeito pelo público ali presente, de bilhete comprado e aplauso nunca regateado à equipa. Essa displicência ajudou a abrir caminho aos dois últimos golos sofridos. Espero que tenha servido de lição aos tais enfadados: um jogo só termina quando o árbitro apita para o fim.

Isto aqui é só estúpido!

Eu que até tenho apoiado esta direção e o presidente, fiquei mais uma vez surpreendido pela negativa com a última posição tomada pelo nosso clube e partilhada na página de facebook do diretor de comunicação.

Tenho pena que quando os outros decidem fazer algo correto, alguns no Sporting se armem em parvos. Parece que infelizmente os tiros nos próprios pés se vão acumulando.

Esta decisão só revela mesquinhez e falta de noção. Espero que não se reflita na exibição e no resultado do jogo do próximo fim de semana, uma vez que me parece que a merecida homenagem aos campeões, à qual apenas alguns terão direito, pode influenciar a motivação e a concentração dos nossos atletas

Jornalistas?

Com o devido respeito por quem dignifica a missão que é a sua profissão e até com alguma compreensão para com aqueles que são pressionados e mesmo não o querendo e não tendo outra opção, fazem um péssimo jornalismo e acabam por dar uma má imagem da classe, pergunto: O que acham os caros leitores disto que o Mister do Café vai publicando? ( http://misterdocafe.blogspot.pt/2018/02/negocios-benfica.html )

Se acham que isto dignifica a importante, necessária e fundamental em democracia, profissão de jornalista?

E se, não achando, gastariam o vosso tempo e o vosso dinheiro com jornais, televisões e rádios que fazem do seu modus operandi, no que ao desporto diz respeito que é o que para aqui nos interessa, uma descarada protecção, um aviltante benefício, um abjecto branqueamento de situações que configuram eventuais crimes de favorecimento, de dolo, de corrupção activa e passiva em favor de um clube e atacando de forma soez, baixa, rancorosa nalguns casos, o presidente de um clube directamente concorrente com o protegido.

E que dizer do órgão de classe que tão lesto se mostra a condenar (nalguns casos até com razão) pessoas e situações que agem contra a sua justa e necessária liberdade de actuação e movimentos e noutras situações é conivente com o cercear do direito inalienável de informar que é essência da profissão? Dá-se de barato que seja até corporativista, não se pode no entanto tolerar que se pronuncie ao sabor dos gostos clubísticos dos seus membros, porque desvirtua a sua mais nobre missão, que é a de ser e estar, sempre e a qualquer momento, engajado com a verdade.

É imperioso que não tomemos a nuvem por Juno, sabemos todos quem são aqueles que há muito venderam a alma ao diabo e cuspiram no código deontológico e de jornalistas se foram metamorfoseando em comentadores tendenciosos. Que fique claro que não lhes nego esse direito, mas exijo-lhes que sejam coerentes e que, num gesto que sei que lhes dirá muito pouco, façam o mínimo que é exigível nestes casos: Entreguem a carteira e libertem-se da responsabilidade que é ser jornalista. A gente agradece.

Estorilgate (parte 2)

Espero que as instâncias jurisdicionais do futebol português, como se impõe, abram um processo de averiguação às declarações do ainda treinador do Estoril na sequência da miserável prestação da sua equipa na Amoreira. Num jogo que teve duas partes separadas por trinta e sete dias, o que permitiu ao FC Porto - a perder ao intervalo - fazer "seis alterações" de uma assentada na equipa.

Quando o próprio técnico, sem papas na língua, se vem queixar de que os jogadores fizeram "pouco ou nada" e aquele conjunto de 11 indivíduos (a que recuso chamar equipa) "quase dava dó", o cheiro a esturro é evidente.

Ivo Vieira é um treinador que me merece consideração e respeito. Ele sabe, melhor que ninguém, que não existe a menor correspondência entre o Estoril que ganhava ao FC Porto por 1-0 na primeira parte disputada em 15 de Janeiro (ou que derrotou o Sporting por 2-0 em 4 de Fevereiro) e a vergonhosa autoestrada ontem aberta no estádio António Coimbra da Mota em benefício dos portistas.

Já basta ter existido um Estorilgate (parte 1), numa das mais vergonhosas épocas desportivas de que há memória. O futebol português não pode continuar assim, chafurdando de lamaçal em lamaçal.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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