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És a nossa Fé!

A voz do leitor

«O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, durante anos lutou pelo VAR. Também para que os relatórios dos árbitros fossem públicos (apenas dois exemplos). Parecia utopia, mas está a acontecer. Como tal, não recebemos lições de ninguém, liderámos as reivindicações. Quem quiser que nos siga...»

JMA, neste meu texto

Curiosidades...

Sou assíduo no novo pavilhão, comprei gamebox. Não é barata mas permite assistir tranquilamente aos jogos das modalidades. Já assisti a 2 jogos de futsal e 2 de andebol. Entra-se facilmente no recinto, está magnífico. Só que passo a vida a ajudar a esclarecer pessoas que se dirigem a mim por estar no lugar errado. Estando no lugar certo, apenas são induzidos em erro. De início achei normal, mas agora tornou-se um pouco cansativo. Talvez quem tenha responsabilidades na organização possa fazer uma pequena alteração na sinalética existente. Basta pensar um pouco...e mudar. Para perceberem o que digo, reparem na fotografia:

IMG_0273

 

 

Aí está o Voleibol do Sporting. A ganhar!

Para começar não está nada mal. Vitória em 2 torneios, sendo que a de hoje teve sabor especial pois foi contra o slb, por 3-1. Ler mais em:

http://www.sporting.pt/pt/noticias/modalidades/voleibol/2017-09-24/leoes-vencem-torneio-das-vindimas

No mais recente regresso do Sporting a modalidade coletiva, e após 22 anos de ausência, a equipa do Sporting parece estar aí para as redes. Lá estarei no 1° Jogo do campeonato em 7 de outubro, justamente contra o slb.

Quem quiser conhecer o calendário:

http://www.zerozero.pt/edition.php?id_edicao=111574

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Olheiro de Bancada - VII

Após o empate que mais soube a derrota, fiquei de tal maneira em choque que nem tive coragem para escrever e perguntar aos adeptos leoninos qual foi o melhor jogador do Sporting, no sofrível jogo de ontem.

Vim hoje ainda com tristeza, mas pronto tem de ser.

Então digam lá, quem foi para "voceses" - como se diz na minha aldeia - o melhor jogador leonino?

Fico à espera!

Pódio: William Carvalho e Rui Patrício

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Moreirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

William Carvalho: 17

Rui Patrício: 17

Coates: 14

Fábio Coentrão: 14

Gelson Martins: 14

Mathieu: 13

Battaglia: 12

Bruno Fernandes: 12

Bruno César: 12

Piccini: 12

Doumbia: 11

Bas Dost: 11

Alan Ruiz: 10

Iuri Medeiros: 8

 

Os três jornais elegeram William Carvalho como melhor jogador em campo.

A maldição da Champions volta a atacar

Já estava a estranhar: ainda não tínhamos ido do oitchenta e otcho ao otcho, com jogos da Champions de permeio. Este ano, aconteceu antes e, vá lá, não perdemos 1-3. Só espero agora não estarmos na 4ª à noite a dizer que "pusemos o Barcelona em sentido" com uma derrota "honrosa" no bucho. Por muito que goste do William, o seu adversário directo na 4ª vai ser o Messi. Os centrais vão ter que parar o Suárez e o Piccini vai ter pela frente o Iniesta. Vai ser preciso lidar com estes gajos e ainda sobrarem forças para o Porto no domingo. In Jesus we (have to) trust.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Lost in translation (Jesus não entendeu o manuel machadês)

Em terra de Cónegos, Jesus não ordenou o plano de jogo correcto, falhando em toda a linha na abordagem (estratégia) a este desafio.

A coisa explica-se em 3 penadas:

1) Bruno Fernandes só pode jogar num meio-campo a 2 se tiver Battaglia nas suas costas. William é excelente com a bola nos pés, mas não tem a intensidade sobre a bola e a rapidez que lhe permitam estancar as vagas de ataque dos adversários, sem uma "muleta" do tipo Adrien ou Battaglia por perto a auxiliá-lo. A dado momento, vimo-lo a correr ao lado de Ruben Lima durante 50 metros, movimento que fez lembrar duas rectas paralelas que, como se sabe, só se encontram no infinito (ou no caso, no fundo das redes de Rui Patricio, se Piccini não tivesse intervido);

2) Ao tentar encaixar o adinâmico Alan Ruiz, em vez de Bruno Fernandes naquela posição, num jogo com estas condicionantes - relva em mau estado e campo mais estreito da 1ª Liga - Jesus entregou logo a rainha antes de começar a mover as suas peças no tabuleiro de xadrez verde-e-branco moreirense;

3) Acuña, um jogador raçudo, que luta por cada palmo de terreno, característica que seria ideal para esta partida, foi preterido em razão de uma pretensa gestão física quando deveria, isso sim, ter sido poupado na pretérita terça-feira contra o Maritimo, para a Taça da Liga. Também em gestão, mas psíquica, acabámos por ficar todos nós, adeptos, após o abalo emocional que a estratégia de Jesus nos provocou (menos mal que, depois deste inesperado desaire, não devemos vêr tão cedo um número humorístico protagonizado pelo presidente).

 

Assim, a equipa jogou sempre muito estendida no campo, abrindo crateras entrelinhas para as penetrações dos médios moreirenses, com os defesas completamente desprotegidos e à mercê de sucessivos contra-ataques originados por constantes perdas de bola de Alan Ruiz. Por outro lado, Manuel Machado teve a inteligência de não recuar linhas e de pressionar a saída de bola leonina, aproveitando a superioridade numérica no meio-campo, dificultando ainda mais a criação do nosso jogo.

 

Os jogadores:

 

Rui Patricio - Ainda a TV nos mostrava repetições do golo do Sporting e já Patricio se via obrigado a mais uma grande defesa. Sem ele em campo, a desgraça teria sido maior, reflexo de ter sido o único a efectivamente pisar o relvado do Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Nesse contexto, pareceu fazer sentido que os 10 hologramas arranjados para lhe fazerem companhia tivessem sido pintados com cores berrantes, numa tentativa vã de encandear os adversários. As referências em braille é que pareceram desnecessárias pois ninguém conseguiu "ler" a equipa em campo. Já meritório foi o código Morse introduzido, o qual desta vez conteve uma única mensagem: SOS!

Nota: Sol

 

Piccini - Continua a padecer do estranho mal que consiste em autoflagelar-se, tentando introduzir a bola nas próprias redes. Tem mais ao menos a média de uma tentativa por jogo e ontem cumpriu com essa estatística. Mesmo em terra de Cónegos, não foi possível encontrar um exorcista que o libertasse desse desígnio. Paralelamente, na única vez que conseguiu encontrar a linha de fundo do adversário motivou um canto de onde resultaria o único golo leonino, aliás um autogolo, o que não deixa de ser irónico.

Nota:

 

Coates - Provoca diversos AVCs nos espectadores com aquele seu jeito de conduzir a bola, meio competente meio desplicente, em que a liberta exactamente um centésimo de segundo antes de ser desarmado, quando não existe ninguém a separá-lo das redes de Patricio. Na pré-época, contra o Guimarães, falhou essa fracção de tempo e acabaria expulso, facto que não se esquece tão facilmente e que nos faz subir a pressão arterial quando o vemos a recrear-se em excesso com a bola.

Nota:

 

Mathieu - Não ficou mal na fotografia pelo simples facto de que não ficou na fotografia. Confuso? Por vezes, a invisibilidade é uma arte e o gaulês pareceu dominá-la ontem em Moreira de Cónegos, conseguindo não ficar ligado a nenhum momento relevante do jogo.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Em condições de pressão e temperatura constantes, Coentrão é um jogador importante. Vai daí, Jesus coloca-o durante a semana numa redoma, algo que se torna difícil de replicar num terreno de jogo e que leva o treinador a permanentemente equacionar "queimar" uma substituição, mandando aquecer Jonathan desde cedo. O Dr. Varandas é obrigado assim a dividir-se entre a câmara hiperbárica do caxineiro, a máscara de oxigénio do argentino e o desfibrilhador para acudir os adeptos em stress com esta situação. Terminado o jogo, permaneceu imóvel, deitado no terreno, permanecendo a dúvida se o INEM terá sido chamado ou se apenas estava a regularizar o sono (treino invisível).

Nota:

 

William - Jesus conseguiu expor todas as suas fraquezas ao deixá-lo praticamente sozinho no meio-campo. A dado momento pareceu fascinado com as dinâmicas no relvado, constituindo-se mais como um observador do que como um elemento actuante. Fez alguns esforços vãos de tentar organizar o que não tinha organização possível, pois a táctica de Jesus fez jus ao título desta rubrica. Providencial no golo de carambola do Sporting, o que lhe melhora a nota.

Nota:

 

Bruno Fernandes - Quando um jogador que vem dando sinais de cansaço é lançado num meio-campo a 2, com William por detrás, num campo pesado, com uma relva deficiente e adversários que correm muito, está tudo dito sobre a forma como Jesus preparou ente encontro. Quase marcou, na execução competente de um livre directo. 

Nota: Mi

 

Gelson - Pareceu, desde o início, tocado, não sei se fisicamente ou se psicologicamente, dada a táctica que Jesus lhe reservou. Nunca ganhou a linha de fundo e as constantes mudanças de flanco também não ajudaram o seu jogo, nem o da equipa, a qual necessitava mais de um jogador que executasse cruzamentos para a área à procura dos dois pontas-de-lança. Desinspirado, voltou a acertar na barra, especialidade onde ainda se vai doutorar no futuro.

Nota: Mi

 

Bruno César - O seu duelo com o pequeno Koffi (Annan?) foi uma recriação pós-moderna de "a lebre e a tartaruga", em que nem a tartaruga, nem a lebre chegam à meta. A lebre, coitada, saiu de pista desossada e cheia de dores. A tartaruga (Bruno) foi substituida por um miúdo a "atirar aos cágados", não lhe valendo de nada a desistência do seu contendor. Relevante no passe para William donde resultaria o golo.

Nota: Mi

 

Alan Ruiz - Destacou-se por ter prejudicado inúmeros lances de ataque leonino permitindo transições perigosas aos moreirenses. Quando não desarmado, optou por fazer faltas sobre os adversários. Uma nulidade! Mostrou-se tão deslocado no campo como Coco Chanel a passear na Brandoa. Num terreno onde era preciso lutar muito, quem tem a culpa de escalar de início este jogador que continua a equipar de saltos-altos?

Nota: Dó menor

 

Bas Dost - Tentou ganhar bolas pelos ares, nunca virando a cara à luta. Quando teve oportunidades de visar a baliza preferiu altruisticamente assistir Doumbia (especialidade que começou a desenvolver aquando da visita do Vitória sadino), mas o entendimento entre os dois é neste momento semelhante ao que existe entre o azeite e a água. Eu, sinceramente, prefiro o Bas que "dosta" egoisticamente e que nos dá vitórias com os seus golos.

Nota: Mi

 

Doumbia - Não foi ponta-de-lança, nem médio. Pareceu não ter levado guião, ou pelo menos o guião certo, para dentro do campo. Pesado, não mostrou a sua célebre aceleração em espaços curtos, tornando-se presa fácil para os defensores locais.

Nota:

 

Battaglia - Conseguiu estabilizar aquilo que parecia não ter conserto: o meio-campo defensivo leonino, o qual voltou a mostrar músculo após a sua entrada. No entanto, recorreu demasiadamente à falta, o que não ajudou à fluência do nosso jogo. Acabou a central, no "tudo ao molho" com que Jesus terminou a partida, em coerência aliás com o que foi a sua estratégia para todo o jogo.

Nota:

 

Iuri - Entre o medo cénico que entrar em campo com a camisola do Sporting lhe cria e os ares de grande vedeta, o açoriano parece estar a passar ao lado de uma grande carreira. Não consegue mostrar em campo o que lhe víramos em Arouca, no Moreirense ou no Bessa, aparentando não ter estofo psicológico para tão árduo desafio. Estragou todas as jogadas promissoras pelo seu flanco, particularmente três em profusão, o que deixou os adeptos à beira de uma ataque de nervos.

Nota: Dó menor

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patricio

 

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Este Ano É Que É!

O Jimmy Hagan, o do "no comments", foi campeão sem derrotas. E também o Vilas Boas, que agora anda na árvore das patacas. Mas até eles empataram.

 

A gente tem um bom plantel, "profundo", como se diz agora; houve belas contratações e bom saldo bancário, e tudo feito no tempo devido; não deixámos sair a torto e a direito, e ficou o Ruiz que devia ficar, que tão bom futebol mostrou no final da época passada, e o Iuri não foi lá para a Rússia, que tem muito para nos encantar; o JJ não foi para Paris, como "A Bola" tanto quis, e ainda bem, qu'é meio maluco mas sabe da poda; ganhámos os 6 jogos iniciais, coisa não vista há não sei quanto tempo, e melhor só o bom do grande Marinho Peres, no milénio passado; chegámos-nos (uff!!) à xampions: g'anda jogo em Bucareste e ainda melhor em Atenas; vêm aí os aviões Barça e Juve mas ... será que?, se jogarmos como em Madrid o ano passado porque não?, a equipa concentrada, bem rodada, esmifradinha até, se calhar até passamos; ou então, paciência, que eles também são gigantes, venha a liga Europa; e troféus são necessários, que andamos à míngua, e há muito, venha adi Lucílio e a Nacional (a última foi a do Iordanov, não foi?), e nessas até o filho do Bebeto ( do Romário, pá, ... não, do Bebeto) joga. Este ano é que é! Um gajo empata? É a desgraça, "eu bem dizia", "a mesma merda de sempre", o plantel é curto, estreito como o campo dos Cónegos, o Jesus afinal é Judas ("sempre me pareceu, o gajo a mim nunca me enganou"), o Doumbia é dúbio, o Bas Dost é pior que o Maniche, o original, o Toscanini é tosco, o Mateus é velho, o Battaglia não ganha guerras, o Gelson já se julga Figo, e o pior de tudo é o Bruno, o César que já não pode, o Carvalho que é uma besta, e o Fernandes que se esconde. Ontem vi um jogo. Um campo à antiga portuguesa, bom para jogos rasgadinhos, que o foi; o sempiterno professor Manuel Machado, treinador da bola, e a sua equipa, sem nomes mas com cabeça e alma. E um fiscal de linha (o da esquerda do ecrã) daqueles que "um grande é um grande", que até eu saltei no sofá (que querem?, o Moreirense veste verde e branco, é mais forte que eu) com o fora-de-jogo que lhes inventou, o gatuno (foi a nosso favor? Ok, foi um erro, é humano, só não erra quem não vai a jogo). E vi o Sporting, a jogar à bola, não muito bem bem, mas também é assim, a ir até ao chuveirinho, porque era preciso. Mais um jogo neste caminho desta época, o do(s) título(a). Porque Este Ano É Que É!

A voz do leitor

«Não vencemos por culpa própria e agora há que pensar nos próximos jogos. Eu até acho que o Iuri é um excelente jogador mas no Sporting falha golos de baliza aberta, erra nos passes, quando nos outros clubes onde tem jogado marca grandes golos e é sempre dos melhores.»

 

João Paulo Rosinha, neste meu texto

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting não mereceu mais do que o pontinho que trouxe hoje de Moreira de Cónegos. Com Acuña fora do onze, Battaglia no banco de suplentes, o inútil Alan Ruiz a titular, Bruno Fernandes fora da posição 10, em que mais rende, e um sistema táctico incapaz de desmontar a teia montada pela equipa do Moreirense.

Talvez já a pensar naquilo que não devia (o jogo de quarta-feira em Alvalade frente ao Barcelona), Jorge Jesus descurou demasiado este desafio. Não é de mais lembrar que os campeonatos perdem-se ou ganham-se nestes jogos com equipas que alguns erradamente consideram "pequenas".

A ineficácia foi tanta que só conseguimos empatar graças a um autogolo. O resultado final, 1-1, é um castigo merecido para a nossa equipa, que deu 45 minutos de avanço ao adversário. Já vimos este filme noutros campeonatos.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Sofreu um golo, em que nada podia fazer. Mas salvou pelo menos outro. Mostrou-se em boa forma.

PICCINI (4). Sem rasgos ofensivos, como já nos habituou. Cedeu todo o terreno ao marcador do golo do Moreirense.

COATES (5).  Podia ter feito melhor no lance do golo que sofremos, em que quase toda a nossa defesa foi apanhada desposicionada. Desta vez não fez a diferença à frente.

MATHIEU (6). O melhor do quarteto defensivo. Embora também abaixo da boa condição exibicional a que já nos habituou.

FÁBIO COENTRÃO (4). A novidade foi ter aguentado 90 minutos em campo. O golo do Moreirense nasce de um corte deficiente dele.

WILLIAM CARVALHO (6). Confinado a um combate desigual na primeira parte, cresceu de intensidade quando o nosso meio-campo conseguiu equilibrar-se. Fez o remate de que nasceria o nosso golo.

BRUNO FERNANDES (4). A mais fraca exibição em jogos oficiais desde que equipa de verde e branco. O melhor que fez foi marcar bem um livre directo, para defesa difícil do guarda-redes. Saiu aos 66'.

GELSON MARTINS (6). Procurou acelerar o jogo, mas desta vez foi incapaz de fazer a diferença. Mas foi dos mais inconformados. Merecia melhor sorte quando levou a bola a embater na barra, aos 67'.

BRUNO CÉSAR (3). Entrou como titular na posição de extremo-esquerdo, mas faltou-lhe inspiração e talento para romper a muralha defensiva contrária. Substituído aos 73'.

ALAN RUIZ (2). Jesus insiste em apostar nele e ele insiste em não corresponder. Foi titular como segundo avançado e com ele em campo o Sporting só jogou com dez. Não voltou do intervalo.

BAS DOST (4). Não foi bem servido pelos seus companheiros, mas a verdade é que parece andar desinspirado. Mais um jogo sem marcar. Nem andou lá perto.

DOUMBIA (4). Fez toda a segunda parte, substituindo Alan Ruiz. Menos posicional do que o holandês, foi igualmente inofensivo.

BATTAGLIA (5). Fora do onze titular, entrou só aos 67', rendendo Bruno Fernandes. Ajudou a tornar o nosso meio-campo mais compacto e imprimiu maior intensidade ao jogo leonino.

IURI MEDEIROS (2). Entrou aos 73' e teve uma actuação confrangedora, culminada já no tempo extra quando transformou uma das melhores oportunidades de golo num passe ao guarda-redes. Assim não.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Dos primeiros pontos perdidos. Empatámos 1-1 com o Moreirense, uma das equipas da cauda da classificação, que ainda não tinha marcado qualquer golo no seu terreno. Hoje não só marcou como foi para o intervalo a vencer. Perante um Sporting que optou por dar 45 minutos de avanço à turma adversária, talvez já a pensar no desafio de quarta-feira em Alvalade contra o Barcelona. Esquecendo uma lição elementar: os campeonatos ganham-se (e perdem-se) frente às equipas chamadas pequenas.

 

Do nosso meio-campo. Com Battaglia no banco, inicialmente, actuámos durante grande parte da partida com um elemento a menos no meio-campo, em comparação com o Moreirense, que assim estrangulou a nossa estratégia ofensiva. Jorge Jesus demorou demasiado tempo a mexer neste sistema táctico, que não potencia as qualidades de Bruno Fernandes: o ex-médio do Sampdoria é mais útil para a equipa quando actua logo atrás da linha mais avançada.

 

Das oportunidades perdidas. A mais flagrante ocorreu aos 67', por Gelson Martins, que parece querer qualificar-se para o "título" de rematador aos ferros. Um disparo à barra que decepcionou os adeptos leoninos. Mas também Bas Dost e William foram perdulários.

 

De Alan Ruiz. Jorge Jesus tem concedido todas as oportunidades ao argentino - e ele insiste em desperdiçá-las. Hoje a história repetiu-se: foi incapaz de acelerar o jogo, de criar desequilíbrios e de compensar a nossa inferioridade numérica no meio-campo. O treinador, impaciente com tanta falta de rendimento, trocou-o por Doumbia ao intervalo. Adivinha-se que o herdeiro da camisola que pertenceu a Bryan Ruiz terá uma cura de banco, eventualmente prolongada.

 

De Bruno César. Com Acuña de fora como medida de precaução, Jesus apostou nele como titular. A aposta saiu furada. O brasileiro não rendeu no flanco esquerdo, não fez melhor na ala direita e mostrou a mesma inaptidão nas raras incursões pelo eixo do ataque. A vontade dele pode ser muita, mas o talento parece ter-se eclipsado.

 

De Iuri Medeiros. Este ano não pode queixar-se de falta de oportunidades. O problema é que não tem sabido aproveitá-las. Hoje esteve em campo desde o minuto 73', rendendo Bruno César. Teve meia hora para mostrar o que vale. Mostrou muito pouco. Exasperando os adeptos sportinguistas, entre os quais me conto, já no tempo extra quando sem oposição, com boa oportunidade de remate, fez um autêntico passe ao guarda-redes do Moreirense. Lamento, mas assim não vai lá.

 

De Piccini. Onde andava o lateral direito no lance do golo da equipa da casa, aos 43'? Rafael Costa teve todo o tempo e todo o espaço para receber a bola, enquadrá-la com a baliza e rematar de forma bem colocada. Provavelmente agradeceu ao italiano este brinde tão inesperado.

 

De termos perdido a liderança. Vimos o FC Porto adiantar-se no campeonato, agora com mais dois pontos, na pior altura. A oito dias de recebermos os portistas em Alvalade, naquele que será o primeiro clássico da temporada. Vamos entrar em campo com mais pressão. E esta, como sabemos, nem sempre é boa conselheira.

 

 

 

Gostei

 

 

Da segunda parte do Sporting em Moreira de Cónegos.  Comandámos o jogo, revelámos dinâmica, marcámos um golo e tivemos oportunidades - infelizmente desperdiçadas - de marcar outros. Contraste total com o nosso desempenho nos primeiros 45 minutos. Mas faltou o mais importante: um golo que virasse o resultado.

 

De Rui Patrício. Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido. Foi para mim o melhor jogador leonino.

 

De William Carvalho. Muito desamparado, com um Bruno Fernandes quase irreconhecível e sem Battaglia perto de si na primeira parte, ainda assim foi o nosso jogador de campo mais inconformado. Melhorou o desempenho com a alteração táctica do segundo tempo e pôde evidenciar as qualidades que lhe reconhecemos, arriscando até incursões na grande área do Moreirense. O golo nasce de um ressalto após um remate seu.

 

Do autogolo do Moreirense. Num lance infeliz, o defesa Aberhoune introduziu a bola na própria baliza, na sequência de um remate de William. Chegámos assim ao empate. Com mais de meia hora para virar o jogo, o que infelizmente não sucedeu.

Hoje giro eu - De noite se faz luz sobre o dia

Começo por dizer que me estou "nas tintas" para as comissões que o Benfica paga de intermediação de jogadores (olho é para as nossas e vejo que neste mercado de Verão subiram face aos 2 "reports" anteriores), pelo que entendo que a nossa Comunicação não tinha de invocar publicamente isso, como se não fosse suficiente para nós a transparente divulgação do desagregado das transferências do mercado de Verão, isso sim um motivo de orgulho. É um tema do Benfica que, a preocupar alguém, deve ser os seus adeptos, o(s) regulador(es) e as autoridades, com o qual nós, sportinguistas, não temos de nos ocupar neste momento. Devo, no entanto, referir que ouvir (e vêr) Pedro Adão e Silva, no programa Aposta Tripla, da SportTV (onde gosto muito de Paulo Baldaia e, já agora, de Pedro Henriques, na minha opinião, o melhor comentador televisivo de futebol), "matar" o tema, dizendo que o Benfica paga mais comissões que os outros, porque vende mais - lá está aproveitando a "deixa" (supérflua) de Nuno Saraiva, que acabou por esvaziar mediáticamente a transparência do "report" do Sporting, o essencial - me deixou entre a incredulidade e a marcação urgente de uma consulta no otorrino. Passo a explicar: o facto de um clube vender mais, não justifica que pague quatro vezes mais comissões do que outro num determinado período, a não ser que tenha vendido ( e comprado?) também quatro vezes mais, o que manifestamente não foi o caso. Mais tarde, no mesmo programa, António Macedo, com igual leveza, diria que tinha pena que não fosse o Sporting a pagar mais comissões, mostrando não perceber isto. Uma coisa é achar que o tema não nos diz respeito - embora se possa ter uma opinião sobre ele - outra é tomarem-nos por lorpas e escamotear que o barómetro deve ser a taxa média de intermediação paga por um clube, algo que poderia futuramente constar nos Relatórios e Contas das sociedades desportivas. Adiante...

 

Rui Vitória diz que um clube tetracampeão não pode estar em crise, nessa situação estarão aqueles que não ganham há muito tempo. Eu fico muito contente com esta "crise" que vem assolando o Sporting esta época. Como o futebol é o momento, muito contente. Os adeptos do Benfica, por outro lado, também estão contentes porque ganharam nos últimos 4 anos. Antes assim, estamos todos contentes, exceptuando o Rui Gomes da Silva, aparentemente o único que está zangado. 

 

Falando de futebol, o que eu vejo é que o Benfica não colmatou as saídas na sua defesa (baliza incluida) e que o seu meio-campo está em falência. Como resolver isso? Eventualmente, recorrendo a um terceiro médio - Krovinovic? - , o que lhe permitiria gerir o miolo do terreno de outra forma, mas como compatibilizar isso com Jonas, de longe o melhor jogador do clube (se não do Campeonato)? Poderá Jonas jogar sozinho na frente (o que significaria a saída de Seferovic ou Jimenez)? Se fosse benfiquista também me intrigaria porque Cervi não joga mais. De todas as opções nas alas é o jogador com maior entrega e rigor táctico, mas parece contar menos este ano.

 

Finalmente, a questão do vídeo-árbitro. Uma inovação que veio melhorar muito o futebol português, adicionando-lhe transparência. Há ainda alguma coisa a fazer, até do ponto-de-vista de meios tecnológicos para análise, mas já não há dúvidas que é um instrumento muito útil. Aqui também parece agora haver consenso, embora ainda recentemente no Bessa se tenha ouvido que a culpa era do VARela.

 

 

Hoje giro eu - Foco em Moreira

Com o aproximar das grandes emoções da Champions League - recepção ao todo-poderoso Barcelona - , a que se seguirá um jogo de extrema importância, em Alvalade, contra o rival FC Porto, é preciso não esquecer que antes de tudo isso temos um jogo fundamental para as nossas aspirações no Campeonato Nacional ainda por disputar. 

Sábado, em Moreira de Cónegos, o Sporting defende a liderança (partilhada ou não, logo à noite se verá) na competição maior do futebol português e o foco de técnicos e jogadores tem de estar nesta partida, jogada num campo que habitualmente nos coloca algumas dificuldades.

Imaginando que na cabeça dos jogadores já esteja o sonho europeu, é preciso descer à terra e não esquecer que temos este difícil obstáculo por ultrapassar, importante para a concretização daquela que deve ser encarada como a prioridade da época: a conquista do título de Campeão Nacional.

Por isso, o meu desejo é que Jesus coloque bem as suas peças no xadrez verde-e-branco dos cónegos e que, na altura certa, saibamos fazer o xeque-mate às aspirações minhotas. 

Para os jogadores, foco,foco, foco, Sporting, Sporting, Sporting!

 

moreirense.jpg

 

Hossanas do cartilheiro (2)

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«O Benfica tem um plantel muito bom.»

«A união e o compromisso que senti por parte dos jogadores do Benfica [no empate contra o Braga] é um sinal que as lideranças do Benfica não estão em crise.»

«Acredito que Luís Filipe Vieira será presidente do Benfica pelo menos nos próximos dez anos. Não tenho dúvida absolutamente nenhuma.»

«Na minha opinião é o melhor presidente da história do Benfica.»

«Face ao trabalho que ele desenvolveu, [Vieira] deve ser elogiado não só pelos benfiquistas mas pelos adversários.»

«A única crise que pode haver neste momento no Benfica é a crise da abundância, é a crise do sucesso.»

 

Carlos Janela, ontem, em tempo de antena na CMTV

Em vésperas de grandes jogos

Na tarde da passada terça-feira e enquanto nos dirigíamos para Alvalade para ver o Sporting- Marítimo para a taça lucílio batista, o tema que veio ao de cima foi o foco da nossa actual equipa. Obviamente que a prioridade recai na conquista do campeonato nacional. Isso parece-me por demais evidente.

Ora este debate entre mim, o meu filho mais velho e o meu sobrinho tinha como finalidade perceber qual deveria ser a postura da equipa do Sporting no próximo jogo da Liga dos Campeões. Se deveríamos lutar aguerridamente pelo melhor resultado ou apresentar uma equipa de recurso, de forma a poupar jogadores para o embate com o Porto.

Eu defendi na altura, e ainda agora defendo, que deveríamos entrar com a nossa melhor equipa contra o Barça. Primeiro porque todos os jogadores gostam de estar nestes grandes jogos; segundo porque se fizermos um bom resultado ganhamos muito ânimo para o jogo contra o Porto; terceiro, mesmo que percamos, não deslustra a nossa equipa.

Regressando ainda ao foco dos comandados de Jorge Jesus, a prioridade deverá ser sempre o campeonato, como já referi, depois a Taça de Portugal, seguida da Liga dos Campeões – essencialmente pelo prestígio -, e finalmente a tal taça LB, a qual não deveríamos fazer grande esforço para vencer.

Ética - Detalhe das movimentações do mercado de Verão

A divulgação ontem, pela SAD do Sporting, do detalhe das operações de compra, venda e empréstimo de jogadores durante o mercado que fechou a 31 de Agosto é uma boa prática de gestão, a qual se insere numa política de transparência que, em meu entender, deveria ser seguida por todos os clubes/sociedades desportivas. 

A Sporting SAD pode orgulhar-se de, mais uma vez, ter sido pioneira neste tipo de "report", o qual, até por não ser a primeira vez que ocorre (anteriormente divulgado a 10/2/2017 - mercado de Inverno - e a 9/9/2016), cria um novo paradigma nas relações da sociedade com os seus accionistas e público em geral, destacando-se neste último, os sócios, adeptos e simpatizantes do Sporting Clube de Portugal.

Analisando o detalhe daquilo que foi comunicado, temos a seguinte situação (de notar que no R&C de 2016/17 aparece referência a uma cláusula de compra obrigatória e um prémio, referentes ao atleta Doumbia, de 3M€ e 3,5M€, respectivamente, valores que deverão ser deduzidos ao "Saldo após Comissões"; por outro lado existem bónus contingentes associados às vendas até um valor máximo de 7,8M€):

 

  Valor (M€) Comissões (M€)
Compras -28,2915 -5,15
Empréstimos sem opção de compra -1 0
Empréstimos com opção de compra -1,65 -0,345
Vendas 51,825 -3,15
Saldo 20,8835 -8,645
Saldo após Comissões 12,2385  

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