25 Jul 17
Hoje giro eu - Quiz
Pedro Azevedo

Quem foi o bicampeão nacional pelo Sporting, formado nas camadas jovens de um reputado emblema tricolor carioca?


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#Juntos
Diogo Agostinho

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Por razões profissionais e quando pesquisava matéria relacionada com navios, deparei-me com um blogue denominado "Restos de Colecção", de José Leite. Provavelmente não será desconhecido por quem demanda blogues, mas tem um interesse histórico assinalável. E, claro, porque tem uma Etiqueta Sporting que nos transporta aos primórdios do primeiro campo de futebol do Sporting e até conta a história do nosso gesto de boa vontade para com o clube da luz, quando lhes cedemos um campo, que já nem isso tinham... Recheado de fotografias antigas, vale a pena. Aqui fica o link: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/search/label/Sporting

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"Stadium do Lumiar" com as bancadas em construção

(fotografia extraída do blogue "Restos de Colecção")

 


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«Os números, esta noite, foram mais favoráveis ao Mónaco. O Mónaco teve mais posse de bola, teve mais ataques, teve mais remates à baliza. Os números foram-lhe mais favoráveis.»

Na SIC Notícias, a 22 de Julho, procurando desvalorizar a vitória do Sporting frente ao campeão francês e esquecendo o "número" que mais interessava: o da vitória leonina por 2-1


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Com este meu texto, aqui deixo a minha singela homenagem ao jogador que foi e ao que podia ter sido se a vida não lhe tem sido madrasta. Sergey Cherbakov, um jogador vibrante, com uma explosão fantástica e bom remate, elemento de um quarteto de meio-campo que integrava ainda nomes como Paulo Sousa, Krasimir Balakov e Luis Figo. Um "Dream Team" que, pasme-se, nunca foi campeão. Talvez um dia saibamos porquê...

 

"O Leão que veio do frio"

 

"Chama-se Cherbakov, é ex-soviético e ex-jogador de futebol. O seu último clube foi o Sporting, que o perdeu - ele também perdeu a sua carreira desportiva - devido a um estupido acidente de viação, motivado por uma noite em que, inconscientemente, arriscou tudo perder numa roleta russa de inspiração dionisíaca que o deixou paraplégico da cintura para baixo.

 

Vi pela primeira vez o Sergey jogar no velhinho Mário Duarte, em Aveiro, um campo acanhado inserido num jardim público, detalhe premonitório que anunciava o nascimento de uma bela flor do canteiro leonino.

 

A sua técnica (aliada à sua robustez e boa capacidade de remate) rapidamente me conquistou, mas ainda havia quem duvidasse...

 

Um dia, a vinte e quatro de Novembro do ano de mil novecentos e noventa e três, Cherbakov subiu ao Olimpo onde só os deuses se passeiam. Jogava-se uma partida da UEFA, em Alvalade contra o Casino Salzburg, e o nosso Cherba apostou as "fichas" certas. O seu golo foi um "all-in" que definitivamente afastou quaisquer vozes críticas: à saída do seu meio-campo, recebeu de pé esquerdo, serpenteou pela direita, aguentou o peso do primeiro adversário sobre o seu ombro, serpenteou pela esquerda, agora suportando a carga de um segundo austríaco pelas costas, a todos fugiu, imponentemente, como se tudo fizesse parte de um plano divino já pré-definido que qualquer contrariedade apenas atrasaria, e disparou um míssil daqueles provenientes da Guerra Fria, ansioso por finalmente se libertar, explosivo, que só parou nas redes. Golo!

 

Inesquecível! Cherba começava o caminho que muitos antecipavam o ir levar à Bola de Ouro. Tinha tudo, menos tino. A Perestroika era recente, os excessos da liberdade recém-adquirição compreensíveis e ainda havia os colegas russos do outro lado da Segunda Circular...

 

Dionísio e os restantes deuses, por um momento, fecharam os olhos e a tragédia aconteceu.

 

No final, um lamento, o de Cherba ter faltado ao encontro com a sua história, aquela que começara a desenhar nas quatro-linhas. Por ele e por todos nós."

 

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«O problema que eu sinto neste momento é achar que o projecto do presidente que eu apoio e em quem eu votei está posto em causa por um treinador que não tem a capacidade técnica, táctica, humana e até moral para nos levar ao objectivo pelo qual ansiamos: sermos campeões.»

Leão da Estrela, neste meu texto


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24 Jul 17

Todos nós temos o destino traçado na palma da mão, excepto Corto Maltese que o traçou ele próprio, com uma navalha.

Uns nascem com talento para escrever e trabalham-no, outros herdam-no, outros nem uma coisa nem outra mas inventam, inventam muito.

Continuo a ler jornais em papel.

Eu sei, estou a dar cabo da minha saúde.

Podia colocar um desafio aos leitores deste "blog", escrever um pequeno texto onde a propósito do resultado histórico de ontem, o triunfo de Portugal sobre a Escócia por 2-1 em futebol feminino, conseguissem:

1. Referir o nome do treinador de futebol masculino do Benfica.

2. Referir o Benfica.

3. Referir o FC Porto.

4. Não referir o campeão nacional de futebol feminino.

5. Não referir o vencedor da taça de Portugal de futebol feminino.

6. Não referir o clube que mais jogadoras "dá" para a selecção.

7. Não referir o nome da melhor jogadora em campo.

Estão desanimados?

É impossível, dir-me-ão.

Não é.

José Manuel Delgado num texto com 110 palavras (contando com os "a" os "as" os "se" e assim) conseguiu-o (p. 37 d' A Bola de 2017.07.24).

Enfim, as atitudes ficam para quem as toma.

Na pág. 4 do jornal referido, Filipa Reis, escreve a crónica do jogo considerando a sportinguista Diana Silva a melhor em campo, nota oito.

As outras atletas com contrato com o Sporting, tiveram as seguintes notas:

Patrícia Morais - sete

Ana Borges - sete

Carole Costa - seis

Tatiana Pinto - sete

Ana Leite - sete

Irrelevante para JM Delgado, uma questão de género, género lampião, cotevelite.

Felicidades para todas as jogadoras da nossa selecção de futebol feminino que continuem a fazer-nos sonhar.

 


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Aí está, a 1ª vitória de Portugal na 1ª participação num europeu de futebol feminino. A determinação e o empenho das nossas jogadoras são dignas de realce. E oito delas são do Sporting Clube de Portugal: Patrícia Morais, Matilde Fidalgo, Carole Costa, Tatiana Pinto, Fátima Pinto, Ana Borges, Ana Leite e Diana Silva.

Como curiosidade, ambos os golos de Portugal contra a Escócia têm a marca Sporting. O que dá a vitória é de Ana Leite, e o 1° é de Carolina Mendes que, em recente entrevista ao jornal A Bola,  à pergunta se tinha alguma equipa do coração, respondeu assim:

- O Sporting Clube de Portugal.

Pronto, e era só isto.

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O chamado jogo de apresentação aos sócios (adeptos, eu sei que o que está certo é adeptos, o jogo é para quem gosta do Sporting) vive no meu imaginário há muitos anos. Não conta, bem sei, para nenhuma competição, é cada vez mais uma formalidade, já que com o mercado escancarado até fim de Agosto, nada nos garante que os que ali, no jogo de apresentação, nos são apresentados, fiquem até Maio (ou mesmo Janeiro) no Sporting. 

Pelos anos 90 houve, entre outros, jogos de apresentação com PSV (o meu primeiro como sócia) e Ajax. Lembro-me que neste segundo fiquei até bem depois da hora para pedir um autógrafo ao Rijkaard, e no momento em que me apareceu à frente, teve de ser o meu irmão a avançar de bilhete e caneta, porque petrifiquei. Não sei porquê, nessa idade recolhia autógrafos em Alvalade sem qualquer problema, talvez fosse diferente a aura internacional na altura - era, claro que era. E Rijkaard habitava a parede do meu quarto, num poster do plantel do Milan de 1992/93, que por sua vez vivia no meu coração. Estava perante um semi-deus, portanto.

Nesse tempo, ir ao jogo de apresentação era uma saída à noite para mim. Tinha nervoso miudinho o dia todo, e no estádio sentia que aquele jogo era para mim. Eu, sócia do Sporting, tinha o direito de me ser apresentado o plantel do futebol sénior. E, sorte minha, era o que mais me interessava. Era uma noite diferente, havia a ansiedade de nova época e ao mesmo tempo, a tranquilidade de ver como jogava quem, sem pensar muito no resultado daquele jogo.
Vejo o jogo de apresentação - e não falo de espectáculos de luz e cor, falo do jogo só - como um restinho do futebol que já quase não existe. E cada vez mais quero voltar a esse tempo, em que me conseguia isolar da avalanche de críticas, discussões e lavagens de roupa suja. Em que só o Sporting importava. Há uma solenidade em "jogo de apresentação aos adeptos" que resiste a tanto circo e lixo dos dias que correm. E eu gosto que assim seja. 
Sábado fui lá estar, pois.


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Aves e Ave
Francisco Chaveiro Reis

Ryan Gauld e Francisco Geraldes estarão a caminho de Desportivo das Aves e Rio Ave, respectivamente. Gauld, após quatro anos, já se percebeu que não convence ninguém e nesta fase mais valia ser emprestado a um clube que, de facto, o pudesse comprar daqui a um ano. Tem talento mas não chega para o Sporting. Já Geraldes, que por mim ficava no plantel, deveria ir para uma equipa de maior nomeada: Guimarães, Braga ou uma liga estrangeira, sendo que no Mónaco, assentaria como uma luva. 


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Porta giratória
Pedro Correia

 

Beto quer sair.

 

Iuri quer ficar.

 

Foulquier quer chegar.

 

Bryan Ruiz quer voltar.

 


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Alguns, quando perdem, rasgam cartões e queimam cachecóis.
Nós, pelo contrário, apoiamos sempre o nosso clube. Sempre.
Os verdadeiros adeptos somos nós.

 


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«Vejo a possibilidade de Jorge Jesus usar tácticas diferentes mais regularmente ou, pelo menos, alterar a táctica padrão (4-4-2 com dois médios e dois extremos). Quem sabe um 3-5-2, 4-3-1-2 ou mesmo 4-2-3-1. Temos jogadores para isso e o treinador conta cada vez mais!»

MB, neste meu texto


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23 Jul 17

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"CAMPO INCLINADO"

 

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O Eng. Dias, como sempre, chegou atrasado ao Banco, a secretária cheia de papéis que quase ocultavam a placa "gerente". Berrou com o sub-gerente (o Dr. Zacarias) para que se apresentasse no gabinete.

- Ó Zacarias, vi lá fora aquele gajo que nos está sempre a aborrecer por causa do empréstimo, diz-lhe que foi indeferido e que não o quero ver mais por aqui.

- Claro que sim, Sr. Engenheiro, eu trato de tudo.

O sub-gerente sai do gabinete e chama o Tobias, um estagiário que completara o curso de formação bancária e que estava a dar os primeiros passoas naquelas lides.

- Tobias, o Sr. Rainier deve estar aí a chegar por causa do empréstimo, explica-lhe que foi indeferido.

O pobre Tobias, apanhado de surpresa, ainda tentou pedir ajuda ao Sr. Malaquias, o colega que tratava do crédito, mas Malaquias estava  com o telemóvel e a carteira na mão, de saída para o pequeno almoço.

- Sr. Rainier, lamento imenso mas o seu empréstimo foi indeferido.

- Não sejas estúpido, pá, já recebi uma carta da administração a dizer que foi tudo aprovado, traz-me o livro de reclamações, pá.

Entretanto em Alvalade, há uma reposição de bola pela linha lateral, Francisco Geraldes tenta marcar rápido, mas Piccini faz-lhe sinal para ter calma, o italiano coloca a bola em Adrien, este tem uma linha de passe para o lado, para o filho de Bebeto mas vira-se para trás e faz um passe de risco pelo meio de dois monegascos para William. William recebe (já rodeado pelos dois adversários) e atrasa para Tobias que recebe a bola sem perceber por que razão o gerente e o sub-gerente têm sempre de colocar o trabalho em cima do estagiário em vez de assumirem eles próprios as responsabilidades.

Havia ainda Beto que podia dar uma ajuda mas saiu à maluca da baliza, precisamente, na direcção errada.

Nesse dia ficou registado no livro de reclamações:

"O estagiário Tobias, Tobias Figueiredo é incompetente porque forneceu uma informação errada a um cliente".

Por baixo escreveu o Eng. Dias com a sua letra miudinha: "Tobias não tem capacidade de decisão, nem autonomia e a sua conduta negligente colocou em causa os altos valores pelos quais se rege esta instituição. Recomendo a sua não contratação após o estágio, à consideração superior".

 


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«Factual: três jogadores do Benfica expulsos em competições da UEFA e FIFA na última jornada, cá, passam incólumes; Renato Sanches: mais amarelos na Alemanha em poucos jogos do que em toda a Liga NOS 2015/16. Pelo menos dá que pensar...»

Leão de Queluz, neste meu texto


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O Sporting venceu e convenceu uma equipa semifinalista da Champions. Podence foi titular, Bruno Fernandes marcou na estreia em Alvalade, voltámos ao esquema de dois centrais e este modesto escriba adivinhou (!) a equipa que Jesus escalou. Meu Deus, eu não quero acordar deste sonho!

 

Rui Patrício - Reflexo da fama granjeada aquando do Euro2016, um gaulês foi visto, durante o jogo, a tirar uma "selfie" com ele. Revelada a fotografia, o negativo para o jogador francês foi a anulação do golo. Fora de jogo! No resto, teve um momento altruísta em que permitiu a Coates reencontrar-se com... Coates e, finalmente, destacou-se por impedir que um argentino com nome de Djaló peruano (olá Pedro Correia) marcasse em Alvalade (mais tarde,Tobias emendaria a sua mão).

Nota: Sol

 

Piccini - No seu flanco, por vezes, apareceu um francês (Mbappé) que faz um Ferrari parecer um Anglia com mais de 50 anos de uso, mas deu conta do recado, aqui e ali com a preciosa ajuda de... Coates. No ataque, destacou-se por cruzamentos que não foram parar à bancada, algo a que os sócios não estavam habituados.

 Nota: Fá

 

Coates - O Ministro da Defesa voltou de prolongadas férias e, enquanto esteve em campo, não permitiu quaisquer devaneios aos avançados monegascos.

Nota: Lá

 

Mathieu - Mais apagado que o seu colega central, destacou-se pelos bons pés, em situações de aperto provocadas pela pressão do Mónaco. Parece comprometido com o projecto e isso é meio caminho andado para que apareça o jogador que já "secou" um atacante razoavelmente desconhecido, chamado... Cristiano Ronaldo.

Nota: Sol

 

Coentrão - Ou não fosse de Caxinas, pressentindo o mar encrespado, tomou as devidas precauções. Em primeiro lugar, não colocar a hipótese de chegar à Tapobrana, quando o motor actual do barco são... uns remos; em segundo lugar, usar todas as extensões do corpo, cabelo incluído, para não permitir avanços aos franceses. Objectivos superados!

 

Battaglia - O homem quase atingiu o sagrado, tal foi a sua omnipresença. Atacou, defendeu, como se fosse um guerreiro indomável, pela bravura candidato a um título nobiliárquico, o de cavaleiro de Alvalade.

Nota: Lá

 

Bruno Fernandes - Um golo e uma fonte de energia alternativa a Battaglia, com quem construiu uma Muralha da China, inacessível aos pobres gauleses.

Nota: Lá

 

Gelson - Não sabe jogar mal. Fica para o seu repertório mais um lençol a um adversário na grande área, tarefa em que começa a dar sinais de ser operário especializado. No mais, diversos truques de capoeira a fazer os franceses arrependerem-se bastante da ancestral tradição de lançar o galo em campo.

 Nota: Sol

 

Acuña - Começou o jogo a todo o gás, como se a relva de Alvalade fosse para si tão natural quanto as Pampas natais. Assistiu, com precisão cirúrgica, Bas Dost, em jogada que terminou em golo.

Nota: Sol

 

Podence - A sua definição assemelha-se a uma renda de bilros reproduzida por uma artesã chinesa. A sua velocidade, finta e troca de direcção produz nos adversários o efeito combinado do gás pimenta... e da sarna. Nesta contradição, o pequeno Daniel vai, pouco a pouco, conquistando o seu lugar.

Nota: Fá

 

Bas Dost - O Bombardeiro está de volta. Desta vez, enviou um obus directamente para o ângulo superior do desamparado guardião monegasco, o qual ficou imóvel, extasiado perante a beleza do gesto.

Nota: Lá

 

Ia agora falar dos suplentes utilizados, mas, por um lado, não quis reviver a história do TOBIAS ou NÃO TOBIAS, por outro, teria de mencionar aquele rapaz do rabo-de-cavalo, "My Little Pony(tale)", e finalmente, numa terceira dimensão desta "sólida" apreciação, seria inevitável mencionar aquelas opções técnicas de fazer entrar e sair o(s) mesmo(s) jogador(es), pelo que decidi, visto que saímos vitoriosos, não manchar esta crónica com apreciações menos "melodiosas".

 

Termina aqui a pré-época de "Tudo ao molho e FÉ em Deus", que voltará para a apreciação da primeira jornada do campeonato. A todos os que nos seguem, o desejo de umas BOAS FÉRIAS!


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Gostei!
Edmundo Gonçalves

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Gostei da primeira parte, mais pelos golos e do início da segunda, com a entrada de William Carvalho e Adrien.

Já foram feitos os destaques pelo Pedro no post habitual, mas quero deixar apenas algumas notas, mais sobre os novos jogadores.

Mathieu começou a tremer, desacertou mais do que acertou, mas com o decorrer do tempo "atinou" e fez uma excelente segunda parte (também lá tinha William à sua frente e o esquema táctico foi outro);

Piccini é "curto", mas se não vier mais ninguém, parece-me capaz para o lugar, tenha ele sempre a ajuda de Gelson, como teve hoje. Não esteve mal.

Coentrão esteve vários furos acima dos jogos na Suíça e França. Se não tiver lesões pode ser reforço.

Battaglia fez um excelente jogo. Será ele o sucessor de William, quase de certeza.

Bruno Fernandes será o sucessor de Adrien, esteve bem, mas certamente ainda melhorará muito, precisamos disso.

Acuña. Parece-me que vai pegar de estaca.

Estes foram os que jogaram na primeira parte e parecem-se ser as primeiras opções de Jesus.

 

Gostei de ver aquele sistema de "quase" 3x5x2 de início. Vê-se que faltam rotinas, foi aí que Mathieu andou um pouco aos papéis, mas foi onde Battaglia esteve melhor. Vai ser o sistema que talvez vá ajudar a furar as defesas de equipas que jogam para o pontinho. Eu confesso que gosto, é um sistema que se bem jogado é empolgante. Vamos ver se Jesus opta por ele nas situações que referi.

 

Sábado há mais, com mais uma semana de trabalho, e um troféu para ganhar.

 

E agora vou de merecidas férias, se vossas excelências se não importarem.

 


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22 Jul 17
Quatro em onze
Pedro Correia

 

Do onze que hoje entrou em campo em Alvalade, só quatro eram titulares na época anterior: Rui Patrício, Coates, Gelson Martins e Bas Dost.

 


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Fotografia no estádio.

Ovação para os jogadores.

Prova de que Bruno Fernandes é reforço.

Manifestação de contentamento de Bas Dost em Alvalade.

Grande defesa de Rui Patrício.

Bela vitória.

Enorme alegria.

Habitual enchente.

Imperial.

 

Espero e desejo que esta série de primeiras… seja a mesma de muitas.


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Estreia positiva da nova equipa leonina, apresentada a mais de 40 mil espectadores em Alvalade frente um adversário de grande categoria: o Mónaco, campeão francês, treinado por Leonardo Jardim neste regresso a um estádio onde já foi feliz.

Foi o melhor jogo do Sporting nesta pré-temporada, culminado num merecido triunfo: 2-1. Com golos de Bruno Fernandes e Bas Dost. E bastou. Quem disse que vencer desafios na pré-época não conta? Conta, claro: é sempre um tónico psicológico para os jogadores. 

Merece destaque a boa exibição leonina na primeira parte, sem William nem Adrien no onze titular. A vitória foi alcançada nestes primeiros 45 minutos, após um fantástico golo de Rony Lopes que acabou anulado pelo vídeo-árbitro por fora-de-jogo posicional de Jemerson.

Após o intervalo, e com as substituições em catadupa que se seguiram, o jogo partiu-se, perdeu interesse e serviu apenas para dar mais uns minutos a certos jogadores, já a antever a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e a formação definitiva do plantel. Vários passaram no teste, mas Tobias chumbou ao oferecer o golo solitário da equipa de Jardim, num lamentável lapso defensivo, já ao cair do pano.

André Pinto e Petrovic não chegaram a calçar. Palhinha e Matheus Pereira também não.

Dos reforços, novamente destaque para Bruno Fernandes, capitão da selecção nacional sub-21. Bom no passe, na visão periférica, na forma como lê o jogo. Bom também a marcar, como se viu, aos 34'.

O recém-chegado argentino Marcos Acuña, em estreia absoluta de verde e branco, merece igualmente elogio. As primeiras impressões contam muito - e neste caso foram muito positivas. Pela forma acutilante como entrou em jogo, na ala esquerda da nossa linha avançada. Foi ele a marcar o pontapé de canto de que resultaria o nosso segundo golo, aos 43'.

Com um golo e uma assistência, Bas Dost merece a melhor nota. O holandês arrisca-se a ser de novo o abono de família do Sporting: óptima notícia para a época que vai começar.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Primeira actuação do nosso guarda-redes titular após as férias. Pareceu fora de forma aos 8', ao largar duas vezes a bola. Mas fez grandes defesas aos 17' e aos 65'. Saiu aos 85', sob calorosa ovação.

Piccini (24 anos).

Pareceu mais entrosado com os colegas e com maior segurança a patrulhar a ala direita, que lhe está confiada. Também evidenciou boa condição física: só ele e Mathieu fizeram o jogo todo.

Coates (26 anos).

Voltou enfim a ser o patrão da defesa. Dobrou Rui Patrício, salvando in extremis a nossa baliza aos 8'. Grande corte aos 68'. Saiu aos 85'.

Mathieu (33 anos).

Podia ter provocado autogolo aos 49', quando fez um corte defeituoso que quase traiu o guarda-redes. Mas melhorou a actuação global, parecendo mais confiante e com maior precisão de passe.

Coentrão (29 anos).

Talvez o mais apagado do quarteto defensivo titular, ainda assim uns furos acima dos jogos anteriores. A sua melhor jogada foi logo aos 4', ao lançar um ataque em boa articulação com Gelson. Saiu aos 54'.

Battaglia (26 anos).

Colocado a médio defensivo, forçado a uma disciplina táctica que não parece ser o seu forte, transmite a ideia de funcionar melhor em posição mais adiantada. Tentou o golo aos 38', sem sucesso. Saiu aos 54'.

Bruno Fernandes (22 anos).

Actuando desta vez no eixo central, zona em que melhor se movimenta, foi um dos melhores em campo. Actuação premiada com o seu primeiro golo de verde e branco, culminando um belo lance de ataque. Saiu aos 54'.

Gelson Martins (22 anos).

Regressado de férias, o internacional leonino logo acelerou o jogo. Foi ele a iniciar a jogada do primeiro golo, pelo corredor central, fazendo a bola chegar a Bas Dost. Saiu aos 64': missão cumprida.

Acuña (25 anos).

Deu óptimas indicações aos adeptos, deixando excelente impressão em Alvalade. Batalhador, veloz, esteve quase a marcar aos 4'. Bateu muito bem o canto que originou o golo da vitória. Saiu aos 64'.

Podence (21 anos).

Desta vez não lhe saíram tão bem as diagonais, mas jogou com a intensidade habitual, baralhando as marcações adversárias. Aos 30' conduziu um ataque que podia ter sido mais bem concluído por Dost. Saiu aos 64'.

Bas Dost (28 anos).

Sempre inconformado, detesta perder - até a feijões. É um verdadeiro Leão, como hoje voltou a demonstrar. Fez a assistência para o golo de Bruno e marcou ele próprio o segundo. Saiu aos 54'.

Jonathan Silva (23 anos).

Parece ir ganhando maturidade de jogo para jogo. Hoje entrou só aos 54'. Exibição positiva na ala esquerda, rendendo Fábio Coentrão. Desmarcou muito bem Doumbia aos 87'.

William Carvalho (25 anos).

Entrou aos 54'. Mostrou vir de férias em excelente forma, deixando claro que será muito difícil substituí-lo como titular se deixar o Sporting. Grandes desmarcações lançando o ataque com óptima leitura táctica.

Adrien (28 anos).

De volta a Alvalade após o contributo dado à selecção na Taça das Confederações, revelou a intensidade habitual na fase de construção do jogo leonino. Só não esteve tão bem nas bolas paradas.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 54'. Parece revelar ainda dificuldades posicionais, andando à procura do melhor lugar para ser mais útil ao ataque da equipa. Tentou o remate, que lhe saiu frouxo. Apanhado várias vezes em fora-de-jogo.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 64', saiu aos 85'. Pouco mais de vinte minutos em campo, em que apenas se destacou com um bom lance de articulação com Jonathan no flanco esquerdo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Também entrou aos 64' e saiu aos 85'. Muito pouco tempo para exibir os seus atributos em campo. Mas fez ainda um passe longo com grande precisão, confirmando que Jesus pode contar com ele.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 64'. Continua com vontade de marcar, mas mantém-se lento e previsível, transmitindo sempre a ideia de dar um toque em excesso na bola antes de decidir um lance.

Beto (35 anos).

Último internacional a actuar na pré-temporada, em campo desde o minuto 85. Teve ainda tempo para fazer uma boa defesa. Sem culpa no golo sofrido.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 85'. Desconcentrado, fez uma "assistência" a Guido Carrillo para o golo monegasco, no tempo complementar, ao tentar um atraso ao guarda-redes. Pode custar-lhe um lugar no plantel.

Mattheus Oliveira (23 anos).

Entrou aos 85', mal tendo oportunidade de tocar na bola.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 85', praticamente sem tempo para intervir no jogo. Sabe-se já que será um dos elementos a dispensar do plantel leonino pelo treinador.


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Alguns colegas e amigos, integrando o temível "tribunal de Alvalade", extasiam-se com o "futebol bonito" que vêem das bancadas, celebrando o mérito deste ou daquele jogador capaz de fazer determinada revienga ou sempre pronto a baralhar um adversário com uma daquelas fintas dignas de provocar aplauso.

Eu também não fico indiferente ao tal futebol "rendilhado" que tanto empolga esses meus amigos. Mas para mim jogar bonito é metê-la lá dentro. Quanto mais vezes, melhor. E quanto mais cedo, muito melhor.

Espero que isso suceda logo, a partir das 19.30, no jogo da apresentação da equipa aos sócios e adeptos, frente ao Mónaco treinado por Leonardo Jardim.

Para ovacionar jogos florais, tenham paciência: não podem contar comigo.


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"IN MEMORIAM" do grande, do enorme, Vítor Damas, a quem dedico esta pequena estória que escrevi:

 

"O Leão Branco"

 

"Há um antes e um depois de Vítor Damas. Nas peladas de rua ou em terrenos baldios, nos relvados do futebol profissional.

Antes dele, quando um grupo de rapazes traquinas se juntavam para "jogar à bola", ninguém queria ir à baliza. Os garotos eram Figueiredo ou Eusébio, mais remotamente, Peyroteo ou Espírito Santo, nunca guarda-redes. Por isso, o engenho dos rapazolas criou a figura do guarda-redes avançado, limitando os danos de quem era incumbido de tão maçadora quão castradora missão. Mais tarde, nova engenhoca dos petizes, o "keeper" ia rodando entre todos os compinchas para não penalizar, por muito tempo, qualquer um deles.

Até que surgiu Damas. Como outrora dizia Comte, "tudo na vida é relativo, e isso é o único valor absoluto". Damas foi o maior porque maior era Eusébio e vice-versa, tal "yin" e "yang", dois seres que se complementavam e davam corpo à sua existência, em que o "yin" era Damas, com a sua elegância e sapiência na baliza que transmitiam grande tranquilidade à equipa e aos adeptos, e o "yang" era Eusébio, com a sua vigorosa acção criativa digna de um Rei. Se Eusébio era o Pantera Negra (cientificamente, mutação genética de uma Panthera, designada por "melanismo", Damas era o Leão Branco ("Panthera Leo", mutação genética oposta ao melanismo, designada por "leucismo").

Quando em 9 de Novembro de 1969, Damas realizou a "parada do campeonato", ajudando o Sporting a ser campeão, com uma defesa por instinto após cabeçada de Eusébio, não foi só o Pantera Negra que, já festejando de braços abertos, ficou incrédulo. O estádio inteiro "se levantou" para aplaudir, consciente de que tinha assistido a uma impossibilidade física, como se outra dimensão tivesse penetrado no nosso Sistema Planetário. Eusébio teve consciência desse momento e imediatamente, como grande desportista que era, correu a abraçá-lo, contribuindo para elevá-lo à imortalidade.

Este duelo perduraria até Eusébio "pendurar as botas", o que, acto contínuo, foi seguido por a saída de Damas do Sporting, rumo à Espanha, quiçá por falta de motivação, por sentir que o grandioso combate jamais se repetiria.

Assim acabariam 9 anos de expoente máximo, de fábula, de encantamento, embora Damas ainda tenha regressado, anos depois, para cumprir 5 boas épocas.

Outro momento de Ouro, viveu-o em Wembley, ao serviço da Selecção Nacional, em 20 de Novembro de 1974, aguentando estoicamente, com 6 grandes defesas, um empate a zero do Portugal "dos pequeninos" (Octávio, Alves, Osvaldinho,...) contra os super-favoritos ingleses. Uma dessas defesas ficou conhecida nos "media" britânicos como "a defesa do Século " e foi mais ou menos assim: perda de bola na esquerda da nossa defesa, por Osvaldinho, contra-ataque inglês, bola em Gerry Francis, isolado na área, pela direita, simulação de remate e cruzamento para trás onde apareceu David Thomas a encostar, a meia altura, para a baliza deserta (Damas ficara a tapar o primeiro poste e a hipótese de remate). Eis que surge então Damas, felino, o Leão Branco, em extensão inimaginável, a sacudir a bola na exacta projecção dos postes perante a descrença do jogador inglês.

Com a emergência de Damas, nas peladas, em balizas improvisadas com malas da escola, já todos queriam ser Damas e imitar o ídolo, o mito, a sua elegância, agilidade, elasticidade, diria até, plasticidade entre os "postes".

E nos relvados do futebol profissional, todos os guarda-redes se inspirariam nele, herdando o seu estilo proactivo em detrimento de uma doutrina antiga mais reactiva, passando a ser mais intuitivos, instintivos e antecipativos, tentando adivinhar o movimento do avançado adversário.

Que saudades de ver Vítor Damas, o Eusébio do Sporting nas sabias palavras de outro grande, Carlos Pinhão. Devido a ele, eu também FUI, SOU e SEREI DAMAS."

 

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A equipa que, prevejo, JJ poderá por a jogar, de início, com o Monaco:

Rui Patricio; Piccini, Coates, Mathieu, Coentrão; Gelson, Battaglia, Bruno Fernandes, Matheus Pereira (Acuña); Podence, Bas Dost.

Qual a vossa previsão e quem gostariam de ver alinhar de início?


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«Pessoalmente, lamento a vinda desse Coentrão. Várias razões. Vencimento forçosamente elevado, historial de lesões, um representante que acumula tudo o que detesto. Mas mais que tudo, a fragilidade em que deixa Jesus e Bruno se algo correr mal.»

Carlos Silva, neste texto do Francisco Chaveiro Reis


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21 Jul 17

 

Era inevitável: palavra puxa palavra, disparate puxa disparate, e eis instalado o folhetim. Na véspera do jogo de apresentação da equipa em Alvalade, quando faltam duas semanas para começar o campeonato.

Eis uma das modalidades mais praticadas no Sporting: o tiro no pé.


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Fiquei deliciado ao ler o texto inicial de Pedro Azevedo onde fala do seu ídolo, essa glória do Sporting que foi Yazalde. Não tenho memória de o ver jogar, as minhas memórias são posteriores, pelo que me socorro de outros olhos para imaginar o que teria sido:

 

« O cheiro, a adivinhação e o timing são o jogador. Yazalde estava de costas - e voltava-se para fazer o golo: o golo já ia quase feito na maneira de rodar o corpo, o pé e a bola tinham encontro marcado -, o futebol tem essa triunfante fatalidade.»

 

In: MACHADO, Dinis - A liberdade do drible : crónicas de futebol. 1ª ed. Lisboa : Quetzal, 2015. p. 32

(texto original no jornal A Bola Magazine de 16 de Outubro de 1993)


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O filósofo grego Platão criou a Alegoria da Caverna, texto filósofo - pedagógico, onde através de parábolas pretendia reflectir sobre a necessidade do Homem de se libertar da escuridão e procurar a luz, o conhecimento. Entretanto, recentemente surgiu uma imitação barata e de fraco sentido literário, sob a forma de uma "Cartilha de João de Deus...dos pobres de espírito", onde através de processos filósofo-pidescos, se conspirou, lançou considerandos e plantou inuendos e suspeiçòes destinados a diabolizar o presidente do Sporting clube de Portugal, Bruno de Carvalho. Aqui, não é a procura da luz que orienta o escriba, mas sim ajudar o clube da Luz. Ontem, Bruno anunciou que Octávio tinha sido a terceira escolha de Jesus (?) para Director Desportivo (o pecado original, treinador a escolher Director, uma 'bizantinice'). Mais, sugeriu que a segunda escolha de Jesus teria sido Carlos Janela, o alegado autor desta grotesca Alegoria da Caserna, e que ele, Bruno, de pronto teria recusado. Fez bem o presidente. Não porque Janela não seja um profissional competente e altamente eficaz, mas porque a forma, a forma senhores, não está de acordo com a doutrina de moralização do futebol português, pela qual o Sporting tanto tem pugnado. Assim, urge a pergunta: o Sporting não perde argumentação ao ter nas suas fileiras quem tenha tentado contratar o alegado autor da Cartilha? É possível a coabitação entre duas personalidades com ideias diferentes ou, pelo menos, formas divergentes de alcançar o sucesso? Eu, não tenho dúvidas, escolho o presidente.

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 Cosme Damião à direita, na fila do meio, com o belo equipamento Stromp (Agosto de 1910)

 

Noto um traço em comum entre Cosme Damião e Eusébio da Silva Ferreira: ambos vestiram com orgulho a nobre camisola verde e branca.

Dois briosos Leões, portanto. Leão uma vez, Leão para sempre.

 

Cosme Damião jogou de verde e branco naquele histórico dia 27 de Agosto de 1910 em que o Sporting, em representação do futebol português, derrotou o Recreativo de Huelva naquele que foi o nosso primeiro desafio internacional.

Vencemos por 4-0, sem surpresa. Numa equipa que, além de Cosme Damião, integrou outras figuras míticas do universo leonino, como João Bentes e os irmãos António e Francisco Stromp (este marcador de dois dos golos).

 

Os benfiquistas contemporâneos devem seguir o exemplo de Cosme Damião, que treinou no Sporting, vestiu a camisola do Sporting, jogou pelo Sporting.
E gostou.

 

Daqui faço, portanto, um apelo ao presidente Bruno de Carvalho: é tempo de termos um espaço no museu do Sporting Clube de Portugal dedicado ao sportinguista Cosme Damião. Com imagens fotográficas, todos os recortes da imprensa da época e a camisola que esse denodado jogador envergou naquele desafio inesquecível. Ainda por cima com o nosso belo equipamento pioneiro - o equipamento Stromp, que bem merece tal destaque.

É mais que justo.

 

 

ADENDA: O Museu ficará também enriquecido com a camisola usada pelo Eusébio no Sporting Lourenço Marques e a reprodução do cartão de L. F. Vieira, sócio sportinguista.


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Num outro espaço onde o Pedro Correia escreve, publicou um texto onde fala sobre as declarações «arraçadas» de xenófobas de um candidato autárquico.

Nos comentários a esse breve texto, alguém lhe pergunta: «se o Sr. Ventura fosse do seu Sporting, mereceria a mesma crítica?»

A propósito desta confusão, entre política e desporto, é bom ter presente os ensinamentos de José de Alvalade:

 

«Caridade, sim! Política, não!

 

Os tempos andavam conturbados. Sabia-se que, no Sporting, havia uma facção monárquica assumida. José de Alvalade tratou, de entrada, de separar a política e o desporto.

 

Evangelismo ou caridade, sim. Política ou politiquice, não. Era preciso separar o trigo do joio. E evitar envolvimentos, numa época em que o Rei D. Carlos tinha já a cabeça a prémio, a Carbonária misturava o ódio à Monarquia com a luta de classes, todos os dias eram dia de espera de uma revolução que, enfim, restaurasse a República. Por isso, estrategicamente, apesar de alguns dos seus fundadores serem monárquicos de estirpe e assumirem-no, os fundadores do Sporting colocaram, nos seus estatutos, em jeito de ponto de honra preceituavam “as casas e terrenos do clube nunca, sob qualquer pretexto, poderão ser cedidos para comícios políticos ou de outras reuniões que não sejam a apresentação dos exercícios a que o clube se destina”. E mais se determinava que nas “salas e dependências do clube ou em qualquer parte onde os sócios como tais se apresentem, é dos mesmos rigoroso dever o respeito pelas instituições vigentes, sendo-lhes expressamente proibido quaisquer discussões ou manifestações acerca de política militante”.»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, pp. 10-11


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Tiros nos pés
Tiago Cabral

Início de época e conseguimos fazer manchetes de jornais com acusações e peixeiradas entre um antigo funcionário e o presidente.

Será que algum dia vamos aprender? Será que algum dia o presidente Bruno de Carvalho vai conseguir perceber que o mais importante é mesmo o clube, não as tricas laterais que só servem para os nossos adversários continuarem a fazer o que bem lhes apetece?

Esperava que fosse esta época que entrássemos definitivamente no caminho certo, mas a entrevista de ontem diz-me que não. Vai ser mais do mesmo, o Sporting a dar tiros nos pés e os adversários a sorrir, nem precisam de fazer nada, nós tratamos de tudo.

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Fechar a boca
Pedro Correia

Houve um treinador inglês do Benfica (mais tarde também do Sporting), três vezes campeão nacional na década de 70, que popularizou entre nós a expressão "No comments". Chamava-se Jimmy Hagan. Era homem de sorriso difícil e poucas falas. Só dizia aquilo que entendia ser indispensável. Com ele, o jornalismo especulativo - capaz de transformar um grão de ervilha nas cataratas do Iguaçu - tinha tarefa complicada.

"Não comento." Duas palavrinhas apenas. Com elas, é possível marcar pontos em matéria de comunicação. E sem necessidade de impor blackouts. Nada mais simples: basta manter a boca fechada. Para que haveremos de complicar o que é simples?


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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 BRUNA POLGA

"Em Alvalade damo-nos todas muito bem."

(Vidas, 12 de Setembro de 2009)

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20 Jul 17
No futebol nada é eterno
Edmundo Gonçalves

E se no futebol português há uma pessoa que sabe muito bem o que esta frase quer dizer, é precisamente Octávio Machado.

Confesso que nunca vi grande vantagem na sua contratação (o mesmo serve para outra qualquer pessoa com as mesmas tarefas, não tem nada de pessoal), mas admito que o seu trabalho fosse mais de bastidores, logo longe dos holofotes e do escrutínio de quem está deste lado.

O futebol vive de resultados e normalmente quebra pelo elo mais fraco. Octávio, que de parvo nada tem, percebeu há muito que era ele o elo mais fraco.

Saiu, como era expectável por muitos há algum tempo.

Sabendo do futebol o que sabe, esperava-se que se mantivesse calado, ainda que hipoteticamente cheio de razão.

Foi (é) mais forte do que ele e, qual escorpião, teve que abrir a boca. Está-lhe na natureza.

Vocês sabem do que eu estou a falar.


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«Aspirou a ser toureira, mas viria a consagrar-se no atletismo do Sporting Club de Portugal porque o Benfica lhe trocara o sexo, inscrevendo-a como Lídio...»

 

«Nasceu a 15 de Agosto de 1942, numa bucólica terreola das cercanias de Torres Vedras, chamada Dois Pontos. Aos dois anos ficou órfã de pai. Aos sete tinha fama de menina esgrouviada, sonhando ser... toureira. Manuel dos Santos era o seu ídolo e nas suas brincadeiras imaginava-se a matar touros. Menina e moça veio para Lisboa, para viver em casa da tia Belmira. Entrou para uma escola de música, para aprender a tocar acordeão. Passava as aulas que adorava a correr e saltar. O professor decidiu inscreve-la no Benfica(…). Até que um dia lhe surgiu pelo correio um cartão solicitando que se deslocasse ao Campo Grande para testes de atletismo. Eufórica, foi. Chegou e sentiu que causara espanto, sem sequer se perceber que fora convocada como... Lídio Faria. Disseram-lhe que, assim, não podia ser, que o Benfica não tinha atletismo feminino. Acabou por experimentar o Sporting. Tinha 17 anos. Entre 1959 e 1970, ano da sua despedida (com uma festa à futebolista, façanha de que nenhuma outra atleta se poderá ufanar), ganhou 30 títulos de campeã nacional em oito especialidades (100 metros, 200 metros, 400 metros, 80 metros barreiras, lançamentos do peso, lançamento do disco, 4x100 metros e pentatlo), sendo recordista nacional e ibérica em todas essas provas. Em 1964, durante um Portugal-Espanha, numa só tarde venceu cinco dessas provas e estabeleceu outros tantos «records» ibéricos. Um ano depois ganharia a prova do lançamento do peso nos Jogos Mundiais da Primavera, disputados no Rio de Janeiro.

(...) Receberia o Prémio Stromp para melhor atleta sportinguista de todos os tempos.»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 198

 

Ler mais sobre Lídia Faria no texto que João Paulo Palha lhe dedicou na rúbrica «Elas na história do Sporting»


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Vale tudo
José da Xã

Não imagino quem escreve as notícias num sítio dedicado a elas. Todavia creio que deveria haver mais rigor na transmissão da informação. Como não é caso infra…

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Percebem no texto supra alguma incorrecção?

 


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Ontem transcrevi um texto sobre Cosme Damião como atleta do Sporting. Este texto gerou algumas “borbulhas” para alguém que o vê como imagem imaculada de um outro clube qualquer. Resta-me somente dizer: paciência.

Segundo a lógica daqueles que padecem desta variante de urticária, o facto de Cosme Damião vestir a camisola do Sporting era sinónimo de representar Portugal.

Pois nós. sportinguistas, sabemos isso. Para os mais desatentos relembro que este clube se designa Sporting Clube de Portugal e não representa um qualquer bairro de uma qualquer cidade deste país. Repito: Sporting Clube de Portugal.

Sobre este clube, o nosso clube, hoje transcrevo um texto de uma das suas referências maiores: Francisco Stromp.

 

«Ao fim da tarde [Francisco Stromp] aparecia no Café Martinho, umas vezes à paisana outras vezes fardado. Como “capitão” de equipa, era responsável pelo envio de muitas dezenas de postais convocando os jogadores para os jogos e para os treinos. Muitas vezes a mesa do Café Martinho se transformou em secretária do Sporting...

Enquanto à volta brilhavam os escritores e políticos do tempo (Machado Santos, Rocha Martins, Brito Camacho, Fialho de Almeida, Gualdino Gomes e D. João da Câmara) no Café Martinho, Francisco Stromp apenas se preocupava com o expediente do futebol “leonino”. Como diziam os colegas: “Nem namoro em política - a sua amante é o Sporting”»...

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 29


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